Buba
30 junho 2008
 
AVISO
Às pessoas decentes e civilizadas,

Este post usa linguagem suja, ordinária, que foi a entendida mais adequada e ao nível de uma atitude do Scolari, seleccionador da equipa de futebol de Portugal,
no decurso do Europeu de 2008. Buba


SCOLARI

É portuga de lei. E esta verdade como punhos nada tem a ver com o Acordo Ortográfico, nem com o que diz o Graça Moura.
O Scolari provou-o quando embora no exercício de funções – funções em que cagou – enfiou uma murraça nas trombas de um jogador, que o chateou. E pronto. O portuga é isso mesmo: peido e coice… Uma besta. Que o Scolari também era… Com honra. Julgava eu…

…E já agora, que estou com a mão na massa, – e antes de continuar – reparem também nos olhos do Nuno Gomes: E vejam que nos olhos dele não há nem sombra de crítica ou de desaprovação ao desforço do Scolari. Nos olhos do Nuno Gomes o que se vê é que está a avaliar da eficácia do murro do Scolari para produzir o correctivo que se impunha.
Pela minha parte gostei…Também portuga achei até que foi uma boa decisão… E que pena foi que o Scolari a não tivesse tomado mais vezes enquanto esteve entre nós. E sobretudo que não tivesse dado também a alguns jogadores da nossa selecção – que por vezes bem o mereciam – uns bons murros no focinho… Eu acho…

Quanto ao resto e quanto a mim, não foi o murro – bem dado e a pedir bis – que esteve mal no Scolari. O Zidane – eleito 3 vezes o melhor jogador do mundo – fez o mesmo não há muito: - foi para os cornos a um filho da puta que chamou puta à mãe dele…Tudo bem…




O que esteve mal no Scolari, acho eu – e não lhe perdoo – foi ter-nos dado a todos – portugueses e brasileiros – Himalaias de fé na vitória da equipa de todos nós. (…até eu que nem vou em a Footbois e sei a merda nojenta que isto é… andava nervoso…) E depois, esta: - que foi como quem me deu uma patilhada nos tomates!.. a troco de mais uns tostões… – fazer a sujeira de nos virar as costas – sem aviso… Eu nem queria acreditar…
Isto foi quási o mesmo que um gajo andar a “galar” – para se “colocar” nela – uma gaja muito boa… E quando pensa que a tem quási na cama, ela faz-lhe um manguito e vai com outro… É de ficar marado… Ficou a Espanha, eu sei, mas não é a mesma coisa: - Porque há diferenças entre uma coisa e outra: - é que se Portugal ganhasse era como ir com a gaja boa e fazer um festival, agora resta a consolação de ganhar a Espanha, que é como, à falta de melhor, fazer uma sarapitola… a malta goza, ninguém nega, pode até dar uns berros…mas no fundo não é a mesma coisa…

Que se terá passado na cabeça do Scolari?… Precipitou-se? Não pensou? Talvez tivesse sido isso. Não sei. O que sei… Do que tenho a certeza é que foi burro: - Burro porque não percebeu que no Chelsea nenhum outro português poderá nunca mais ser treinador depois de lá ter estado o Mourinho.
E antes do mais porque o Chelsea é um clube inglês. Não é a selecção de Portugal, do Brasil ou de qualquer dos outros países, Angola, Guiné, Cabo-Verde… onde as pessoas falam – e muitas delas, sem sequer saber ler, – mas que se entendem bem… Porque, no fundo da alma, todas sentem em português com paixão, com entrega total, quando se trata do Benfica, do Sporting, do Eusébio, do Mourinho, do Figo, do Ronaldo… Põem a bandeira no carro, nas janelas, enrolam-se nela e berram “Heróis do mar…”, fazem um cagaçal que nunca mais acaba. Porquê? Porque são todos da mesma “massa”… E é por ser também da mesma massa que o Scolari foi capaz de espicaçar nos jogadores da selecção esse desejo, essa paixão, esse fanatismo, também dele, porque, quando se trata de parentes chegados (filhos, pais, mães, netos, avós…) – e por mais que o queiram por vezes os sábios das Academias de um e outro lado – não lhes é fácil distinguir ou separar portugueses e brasileiros. E as vitórias e as derrotas das selecções de futebol de Portugal e do Brasil são um problema só nosso, um problema de família. Os portugueses pedem a vitória à Nossa Senhora de Fátima. O Scolari reza à Nossa Senhora de Caravaggio…

Vendeu-se por um prato de lentilhas. E com isso terá sido o responsável pela eliminação de Portugal, deixando que os jogadores só na fase decisiva da competição tivessem sabido que o Scolari os atraiçoara, nas suas costas, às escondidas, sem nada lhes dizer, deixando-os sozinhos e entregues à sua sorte, já a pensar noutra equipa, noutros jogadores, noutras vitórias que para ele, por mais meia dúzia de tostões, passaram a ser mais importantes do que a vitória ou a derrota da selecção de Portugal nos quartos de final do campeonato da Europa.
Não vai esquecer… Penso por isso Scolari só com dificuldade alguma vez voltará a ser o seleccionador da equipa nacional.

E em Inglaterra, preconizo que também não lhe vai ser fácil ser treinador do Chelsea. Porque, penso eu, o que ele fez não vai ser deixado cair, sem o reparo dos jornalistas ingleses... Vão de certeza chatear…
E não só por isso… Mas também e sobretudo porque antes dele foi treinador do Chelsea, um senhor chamado Mourinho.
E Mourinho, teve, durante um desafio, um comportamento que o definiu e o impôs a jornalistas de escol da mais qualificada imprensa desportiva do mundo… E tem nos genes a íntima pulsão da superioridade da Inglaterra e de tudo o que é inglês.
Donde que, só o facto de o treinador de um dos maiores clubes da Inglaterra (onde o futebol nasceu) ter à sua frente um treinador português – um selvagem – como eles sempre chamaram aos portugueses – porc and beans – é uma afronta, uma vergonha que, no fundo, um jornalista desportivo inglês só pode suportar com dificuldade…
Pois o Mourinho (e isso está documentado) durante um desafio foi até junto ao banco dos jornalistas – que estavam a proferir comentários chocarreiros e dichotes – a gozar – e pondo o indicador no nariz – como quem impõe a sua autoridade, compostura e silêncio a crianças – mandou-os calar.




O efeito de surpresa do comportamento do Mourinho – transmitido em directo pela Televisão para milhões de espectadores em todo o mundo – foi o reconhecimento, a nível global e em directo, do escol mundial dos jornalistas desportivos de que estavam perante um líder. Que demonstrou ter, para além da qualidade técnica, a personalidade e o perfil adequados a um treinador de um clube inglês com a categoria do Chelsea… E o Mourinho, a partir daí, passou a ser respeitado em Inglaterra e até idolatrado pelos miúdos das escolas ingleses, que quando ouviam falar em Portugal começavam a gritar em uníssono, Mourinho! Mourinho!... Não creio que o Scolari, no Chelsea, venha a atingir, a murro, prestígio semelhante ao do Mourinho. E daí, quem sabe? É que a Inglaterra foi também o berço do Box…
Mas ainda que assim possa vir ser, a baixeza do que fez aos jogadores e aos portugueses em geral, julgo que não terá escapado aos jogadores portugueses que jogam no Chelsea e, pelo menos esses, no balneário, intimamente, vão olhar o Scolari de soslaio... E se assim for, como é esperável que suceda, não é um bom princípio.
Em Portugal deixou uma nódoa negra que, ainda que voltasse, julgo não permite que alguma vez as coisa voltem a ser como foram… E exactamente porque o Scolari traiu o sonho de nós todos, portugueses, a quem na grande maioria – não resta mais nada de que tenham orgulho para além da sua equipa nacional de futebol, símbolo e concretização viva do que nós de melhor somos capazes… E Scolari traiu essa fé – a quase certeza de concretização – que os portugueses tinham depositado nas mãos dele, Scolari… Que em Portugal ganhou milhões e foi idolatrado... E esquecido de tudo, foi-se embora, Traiu a nossa confiança nele… e traindo, frustrou o nosso sonho. É um vulgar mercenário. E na Europa do Futebol, envergonhou-nos a todos, Portugueses e Brasileiros. 
salvadorprata@netcabo.pt

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