Buba
28 agosto 2009
   
SOLTAS

SARAMAGO ACUSA DEUS



E REDIME CAIM. 
25 agosto 2009
   
SOLTAS

GENÉTICA: -É FALTAL COMO O DESTINO

 
24 agosto 2009
   
SOLTAS

LA VIE ET LA MORT



CERTO. CONCORDO COM O FERRO E O COMENTÁRIO DO VASCO.

A menos que o Sócrates siga o projecto do Ministro da Cultura que propõe um programa que envolve Portugal, Espanha, Brasil e a colónia africana portuguesa que tem Luanda como capital: -Angola.

E quanto ao problema da vida e da morte, o que eu gostaria e não sou capaz, era de pensar que a vida não tem nunca finais felizes e que à chaque jour ça peine. Quero eu dizer: -Quando chega a hora de ficar sozinho e fico só comigo mesmo, há uma área em que ninguém me pode ajudar e eu penso como gostaria de pensar – e não consigo – à chaque jour ça peine. Ça suffit. E não consigo… Ninguém me pode ajudar. Sinto-me perdido. 
18 agosto 2009
   
SOLTAS

MÉRITO: -ATRIBUTOS PESSOAIS.



ERRADO. Não concordamos. Devem ser admitidos todos que o queiram fazer. A selecção é feita depois, de acordo com critérios de mérito e de valor aferido de acordo com a tabela nacional de aptidões. Independentemente dos títulos ou atributos dos pais, nomes de família ou outros atributos não pessoais dos candidatos. 
17 agosto 2009
   
SOLTAS

FORNALHA. O DIREITO ARDEU.



O Lima das Neves foi aluno distinto e Assistente de Direito. Acabou por ser escolhido para Secretário da Junta de Colonização Interna, de que era Presidente um coronel.
Frequentava o Gabinete. Foi nessa qualidade que o conheci e me leu o discurso que tinha feito para ler na posse do cargo para que foi nomeado pelo Trigo de Negreiros, para Director da PIDE.
Aconteceu, porém, que os inspectores se opuseram. Falhada a tentativa do Trigo de Negreiros de “legalizar” a PIDE, foi nomeado para o cargo o Coronel Homero de Matos e a PIDE voltou a endurecer. O Lima das Neves, entretanto, em compensação, foi nomeado Director-geral dos Hospitais Civis de Lisboa.
Proferiu, nessa qualidade, no fim de 1968 ou início de 1969, uma comunicação na Direcção-geral dos Hospitais, a que assistiram todos os médicos responsáveis. Ouviram a comunicação do Lima das Neves sobre a responsabilidade médica e reagiram muito mal. E tal foi tão má a reacção, que o Ministro da Saúde, Dr. Lopo Cancela de Abreu, o demitiu. E o Lima das Neves ficou desempregado, sem dinheiro para comer. Escreveu-me a mim, ao Amaral Marques e, talvez, a outros amigos, a pedir 20$00.
Esta é uma das histórias do Regime.
Eu era, nesse tempo, funcionário da Secretaria-geral do Ministério do Interior e desempenhei, por escolha, as funções de Chefe da Secretaria do Gabinete. O que me obrigava a deslocações frequentes à sala de espera para contactar os secretários do Ministro que aí se encontravam e recebiam as visitas. Foi assim que conheci o Lima das Neves e muitas outras “personalidades” que aí se deslocavam. E, de um modo geral, os governadores civis que vinham a despacho. Tal como os directores da PIDE, desde o Capitão Agostinho Lourenço até ao Capitão António Neves Graça. 
14 agosto 2009
   
SOLTAS

MÉDICOS DE FAMÍLIA DEVIAM DESAPARECER





NÃO CONCORDO. 
13 agosto 2009
  AOS MEUS AMIGOS DE VILA DO CONDE

O avô não se esqueceu de vocês. E sabe que, também vocês – espero bem – às vezes, daqui a uns anos, se irão lembrar do avô Salvador, e virão à noite, à minha cabeceira – como fazia minha mãi – ler-me a história que vos contei: -a do Carvoeirito, – para eu adormecer a sonhar com vocês e com um mundo melhor feito de crianças inocentes e jovens sonhadores onde não existam homens sem alma, predadores dos sonhos e do que melhor e mais belo existe neste mundo: -as crianças, as flores, e vocês, meus jovens amigos de Vila do Conde que me deram já tudo e gravaram em mim o que de melhor, mais belo havia em vocês. Obrigado, queridos amigos de Vila do Conde.

Eu prometi contar-vos uma das histórias da minha vida. Uma história autêntica: eu morava numa avenida numa azinhaga, num bairro pobre, muito pobre, cercado por um lado de barracas e por outro… eu nem sei descrever… Havia um… era uma azinhaga. Estreita. Ao meu lado morava o Pancrácio. Era meu vizinho. O filho era o meu companheiro (um dos companheiros na Azinhaga) de brincadeira, de folguedos. Nunca foi meu companheiro de escola. Nem sei se ele alguma vez andou na escola. O Arnaldo. Mas quando eu vinha da escola juntávamo-nos todos. O Arnaldo também.
O meu pai e o dele vinham muitas vezes juntos – eram bombeiros – Azinhaga a baixo. Íamos ter com eles a correr. Chegávamos e pedíamos: - dê-me a sua bênção. E eles estendiam a mão direita e faziam sobre a nossa cabeça o sinal da cruz. E diziam: - Deus te abençoe. Beijávamos-lhe a mão. Vínhamos à frente, Azinhaga abaixo. A correr. Dever cumprido. Era assim. Eu tinha oito, nove anos. O Arnaldo, menos um creio eu.
Assim fomos crescendo até que um dia o Pancrácio morreu. Desmanchou-se a família e nunca mais vi o Arnaldo. Nem a mãe, a Laurinda.

O Pancrácio e a esfera dos Bombeiros
Para além de tais características e adornos, o capacete (dos Municipais, que era diferente do capacete dos Voluntários, que tinham um ar algo amaricado) tinha ainda uma outra qualidade: era duro como cornos. Comprovei-o uma madrugada à porta de minha casa… Eu conto: os Municipais tinham um telefone em casa, à cabeceira da cama, ligado directamente à Central. A espaços, irregulares, durante a noite, tocava. Era a “Ronda” a confirmar se o bombeiro estava em casa e pronto a saltar da cama em caso de incêndio. Muitas vezes era a minha mãi que atendia a chamada (embora fosse contra o Regulamento) enquanto meu pai dormia…
…Uma noite
O telefonista de ronda anunciou fogo em determinado local. Nada de especial: Nestas circunstâncias a rotina era o bombeiro fardar-se o mais urgentemente possível, apanhar a “esfera” e correr a toda a velocidade para o local do fogo, onde, quando chegava, depositava a esfera com o seu número numa Caixa – o meu pai era o bombeiro nº 4… – sendo registada a presença e hora de chegada. Os que chegassem primeiro tinham um prémio em dinheiro. Os que chegassem atrasados ou faltassem eram castigados.
Como era costume, acordados no meio da noite, estremunhados, o meu pai aos berros com a minha mãi à procura das calças, do cinturão, do capacete, da esfera… a confusão era sempre mais que muita e eu vinha logo para a rua para me encontrar com o Arnaldo. O Arnaldo morava na porta ao lado, era filho do Pancrácio que também era bombeiro. Tinha mais ou menos a minha idade e era meu companheiro de paródia habitual de que este número da corrida do meu pai e do pai dele, era um prato que apreciávamos imenso… Naquela noite o Pancrácio, que tinha também uma agilidade felina, chegou primeiro à porta da rua e começou logo a correr pela Azinhaga acima sem esperar, na certeza de que o meu pai, sendo mais rápido, depressa o alcançaria. Nós, eu e o Arnaldo, muitas vezes corríamos também atrás deles até os perder de vista…
Daquela vez porém algo correra mal ao Pancrácio… Vimo-lo sair de casa disparar ainda a vestir o dolman e logo a seguir voltar para trás com a mesma velocidade… não encontrava a esfera… vinha aos berros a chamar pela Laurinda, que era a mulher.

…Bem conhecida de todos – porque usava saias muito curtas e tinha um cú grande, tipo esfera armilar, que ela – topava-se bem quando se baixava a apanhar a roupa que estava a estender em frente da porta – usava como arma afiada e contundente para ferir de desejos violentos os machos quando passavam. Mas isso – era verdade – era só para os “encigueirar”, como dizia a minha mãe, pois nunca constou que a Laurinda pusesse os cornos ao Pancrácio.
Para além de encigueirar os homens, ela ainda encigueirava mais os rapazes já mais espigados, que aproveitavam as amplas e estimulantes visões para se inspirarem e ensaiarem gratificantes actividades manogenitais.

...Como um touro desembolado, o Pancrácio irrompeu pela porta dentro à procura da esfera que não conseguia encontrar. A seguir entrou o meu pai, a minha mãe, eu e o Arnaldo. Entrou tudo. O Pancrácio que de cabeça perdida dava urros de desespero, a certa altura correu em direcção ao tapume que ficava em frente da porta a 8 ou 9 metros, que era a largura da Azinhaga, e de seguida, louco de desespero, correu novamente para trás em direcção à porta da casa, deu-lhe uma marrada tremenda e meteu-a dentro. E o capacete resistiu…
Finalmente tudo se compôs quando apareceu a Laurinda com a esfera na mão... Começaram os dois a correr Azinhaga acima… Daquela vez eu e o Arnaldo não fomos atrás deles. A Laurinda entrou na nossa casa. Daí a pouco ela e a minha mãe já tinham esquecido a esfera e falavam no escândalo da véspera: história de vergonha – e de cio (que certamente se manteve visto que a garrafa nada resolveu)… eu conto: -Soube-se na véspera que a filha do droguista do caminho do Alto Varejão, em ânsias de ataque de cio, tinha metido o gargalo duma garrafa entre as pernas, no justificado propósito de amansá-lo… Porém, mal manipulada, a garrafa fez vácuo, e a rapariga não conseguiu arrancá-la do buraco onde a tinha metido… O pai foi chamar o Dr. Braguilha, mas nada feito e a rapariga e a garrafa foram levados de ambulância para o Hospital entre o álacre alarido do mulheredo e o salivar da canzoada masculina. Para nós, a garotagem, foi a oportunidade de ouvirmos alguns doutos ensinamentos de alguns mais velhos sobre o tesão feminino e da Maria rapaz que confessou já tinha passado pelo mesmo, mas tinha partido a garrafa e resolvido o problema.

O meu amigo Pancrácio
À noite as latas, recipientes de folha em regra rectangulares com pega de madeira, eram dispostas em fila, ficando a aguardar que a “mina” enchesse, vindo os utentes enchê-las a elas, mal despontava a manhã. Eram estas latas que o Pancrácio, meu vizinho, bombeiro e pedreiro de suas profissões – roubava à noite, desmantelando-as, enterrando-as, e utilizando-as mais tarde na construção de barracas clandestinas que depois alugava.
Volta e meia havia “espectáculo”: alguém descobria um “coval” de latas e dava o alarme: juntava-se mulherio e vinham buscar o Pancrácio a casa e, à frente delas, munido de enxada, o Pancrácio calmamente, sem se enervar, desenterrava as latas que, identificadas e quando ainda em estado de utilização, iam sendo recuperadas pelas donas entre chufas, ameaças e impropérios em que o epíteto dominante era: ladrão! Mas não passava disso: o roubo para a gente da “quinta” era uma actividade “quasi lícita”. Não havia nada de pessoal naquilo. Aliás o Pancrácio argumentava calmo entre ameaçador e paternal: depois venham-me cá pedir uma “casa”. E, de facto, uma casa do Pancrácio (do Engrácio, como lhe chamava a mulher e o restante povo), era um sonho realizado ao preço relativamente acessível de 5 a 10$00 mensais, consoante o número de “divisões”. Tudo batia certo. E, na verdade, se o “Engrácio” dava os materiais e a mão-de-obra e no fim se limitava tanto no preço do aluguer, que diabo tinha de extraordinário que contribuíssem com alguma coisa para a cobertura? Bem vistas as coisas, era um serviço que lhes prestava adiantadamente, como reconheciam mais tarde quando o Engrácio não continuou disposto a mais “chatices”: -e passou a alugar as “casas” sem telhado. E daí por diante eram eles que tinham que vir roubar as latas… Muita vez pensei de mim para mim mesmo: -“estes gajos foram burros”. É que, no fundo, aquela metodologia do “Pancras” (outra das designações usadas) tinha ainda mais o aliciante de ser uma espécie do totobola. É que o futuro beneficiário da casa podia até incidentalmente conseguir a “distinção” de ser escolhido como “inquilino” ter conseguido por sorte que a lata escapasse incólume! O “pessoal” da “quinta” tinha de facto pouca visão. A escolha do inquilino era também uma espécie de totoloto, tal como (actualmente e desde sempre) o é a distribuição das casas nos bairros económicos. Só que agora há escalões na base, cunhas, trafulhices no meio e depois os resultados que ninguém entende como aparecem. Com o Pancras a coisa era mais líquida: na base do “sorteio”, o rendimento do agregado; o mesmo é dizer, do trabalho da mulher; garantia de solvabilidade – e depois, em igualdade de circunstâncias, qualquer outra acessória como uma filha espigada e jeitosa que “metesse a cunha” como dizia o Pancrácio. Mais claro e objectivo que isto!...
E não havia segredos: o assunto era discutido, por vezes em plenário, acaloradamente, sem prejuízo de, por vezes, tomada a decisão, ser alterada pelo Pancrácio, que, neste aspecto e pelo menos formalmente era um versão antecipada de “verdadeiro democrata”. Recorda-me que uma vez, já depois de decidido e nomeado o inquilino, o Pancrácio foi ameaçado por um sapateiro que já tinha matado um gajo na “quinta” com a faca do oficio e à vista de toda a gente – de que ou casa era para ele ou então!... E o Pancrácio alugou-lhe a ele. Não era homem para apadrinhar causas perdidas… Homem sensato. Realista. E com sorte: -a certa altura comprou jogo na “Taberna do Galego” – ele olhava o meu pai com desprezo por não frequentar a taberna e dizia-lhe às vezes: “És parvo. É lá que eu faço os melhores negócios.”
E era. A vantagem dele era manter-se sóbrio (ou aguentar muito) e fazer acordos com interlocutores quando já perdidos de bêbados. Mas que respeitavam a palavra dada. Aliás, mal iriam as coisas (para o faltoso) se houvesse tentativa sequer de faltar à palavra dada entre “homens” em tal lugar.
Uma vez fiz eu parte de um numeroso “cortejo”, encabeçado pelo meu pai e pelo Ti Zé Augusto, de pistola em punho para rebentar com os miolos ao “Zé Padeiro” (o Zé Boi) porque não sei quê e mais não sei quê, tinha dito que… Ora, isso não correspondia à verdade e era necessário esclarecer o assunto imediatamente; a tiro, ao que depreendi – e felizmente não o encontraram, tendo a coisa depois esfriado porque o “Zé Boi”, alertado, veio a correr para enfrentar o problema e negar que tivesse dito isso mais aquilo e não sei quê, mas sem se humilhar. Como “homem”. O Zé Boi, conforme afirmou aos berros, não tinha medo de “levar um tiro nos cornos”. Para ele o que era importante era que não se pensasse que ele era um “bandalho” (homem capaz de faltar à palavra dada). E recordo-me que tudo terminou em bem e, dessa vez sim, o meu pai foi à taberna com os outros, onde concluíram que eram todos “muito homens” e não uns miseráveis trafulhas que dessem o dito por não dito. Eram assim os homens da Quinta. Com gente desta podia-se viver: sabia-se pelo menos com o que se contava e os problemas – sem contratos escritos, sem escrituras, sem códigos, sem polícias, sem tribunais, sem prisões – resolviam-se sempre: rapidamente e de maneira justa. E por vezes entrelaçada de atitudes pela vida que julga que caíram em desuso. E dou um ou dois exemplos:
O Pancrácio era ladrão, sem dúvida. Essa característica – nele era uma característica – não era na quinta considerado como atributo desprimoroso, nada disso: num grupo de coxos ninguém aponta ninguém pelo facto de coxear. Mas, para além de ladrão, o Pancras era um homem de palavra; e não sendo herói não era covarde; punha de acima de tudo a verdade.
Convenceu o meu pai a construir uma casa junto à dele. Meu pai disse-lhe que não tinha dinheiro. Retorquiu-lhe o Pancrácio: mas tens crédito. E a casa começou. Começou mas não sem que antes o Pancrácio lhe dissesse: “É que, assim, a minha fica encostada à tua e seguravam-se uma à outra”. E era verdade. Ainda lá estão. Desamparada, a do Pancrácio seguramente já tinha ruído há muito tempo!
A meio da construção o dinheiro faltou e o meu pai disse-lhe que parasse. O Pancrácio não parou: foi falar ao João Pereira Vareiro – Estância de materiais de construção que julgo ainda existe – e os materiais continuaram a ser enviados e os pedreiros a trabalhar: É que todos sabiam que as dividas – havia como garantia o silêncio aquiescente do devedor – haveriam, fatalmente, de ser pagas. Quando? Logo que ele tivesse dinheiro. A ninguém lhe passaria pela cabeça que podia ser de maneira diferente,
E, assim, aconteceu que a construção continuou, a divida a acumular e o meu pai em vigília aflita, porque “nunca tinha devido nada a ninguém”. E um dia percebeu que o trabalho rendia menos; e que uma chaminé – a chaminé do andar que ele habitou até morrer – estava a demorar tempo a mais. E estava: é que entretanto uma tia minha, a tia Belmira, teve umas obras e falou ao Pancrácio para as fazer quando pudesse. O Pancrácio interpretou à letra e entendeu que lá poder podia sempre e numa semana foi-as fazendo, deixando a chaminé para trás. Ganhava a dois carrinhos e meu pai não daria por nada. Mas deu. E disse-lhe: és um ladrão! O Pancrácio não negou. E sobretudo não se desculpou: Fugiu a bom fugir para evitar a sova. E foi a boa solução. Passado pouco tempo o Pancrácio voltou à chaminé e concluiu a casa. E mais: começou, a contra-gosto do meu pai, a construir cá em baixo uma casa abarracada, de pedra e cal, barracas em terreno do meu pai com o pretexto que lhe tinham sobrado muitos materiais e “não estava certo devolvê-los ao Vareiro”. Porquê tanto interesse? Explica-se: o terreno de ambos não estava demarcado; sendo assim, o Pancrácio construiu as barracas não levando a construção até à “extrema”. A parede, naquele lado, começa quase a um metro de distância do ponto onde começa o terreno do Pancrácio. Entre os dois deveria existir portanto esse intervalo. Mas deixou de existir: é que o Pancrácio jogando novamente a cartada dos dois “amparados” um ao outro fica mais fixe” acabou por fazer as barracas dele sobre parte do terreno que não lhe pertencia. Era de facto ladrão.
O meu pai não: -e tal como eu – era sério mas era parvo. De qualquer modo referiu sempre o Pancrácio como um “homem de palavra” e sem o qual nunca teria construído as casas.
O Pancrácio teve sorte: uma cautela comprada na “Taberna do Galego” valeu-lhe 75 contos. Na altura era muito dinheiro. Manteve-se sereno e fez agulha: comprou um pijama e uma espingarda de caça. E assim veio em tal preparo, passou a andar na rua; e, em frente de casa – ainda não havia vedações – atirava aos pardais. Fumando charutos. Era meu amigo. Muito meu amigo. Quando, doente por vários meses, fui considerado perdido, recebi duas “lembranças”: a da minha avó que veio trazer-me uma camisola interior “porque nunca me tinha dado nada e tinha remorsos porque eu ia morrer sem me dar qualquer coisa”; e a do Pancrácio que numa noite veio trazer-me um estojo com uma caneta de madeira com aparo de aço. Era castanha e encerada: passei horas a mirá-la e julgo que ainda hoje deve andar lá por casa.
“Toma, rapaz. Caneta já tu tens.” Voltou-se para o meu pai e disse-lhe: “O rapaz está num grande estado de gravidez. “Tem-zi-o” matado à fome! Dá-lhe de comer e vais ver como ele arriba!” E foi!...

Quebrada a rotina, o Pancrácio aburguesou-se: passou a viver dos rendimentos… E a sofrer do coração. Já sofria antes, talvez, mas de qualquer modo só a partir da “sorte grande” é que dispôs de tempo para se aperceber de que tinha coração. Diagnosticaram a “angina”, e por esse tempo adoeceu-lhe gravemente a mãe, mulher de avançada idade… à frente dela, o Pancrácio repetia, entre meditabundo e desalentado: “O coração tem ela bom!”… “Se eu lho pudesse arrancar!”.

Pela mesma altura morreram-lhe dois filhos, no mesmo dia. Mandou chamar o prior de Santa Engrácia para que viessem encomendar as almas dos filhos. Foi um acontecimento: juntou-se muita gente da vizinhança, julgo que, com certeza, pelo invulgar do acontecimento – os dois filhos miúdos morrerem no mesmo dia mas sobretudo para ver um Padre. Na Quinta, que eu alguma vez tivesse dado por isso, ninguém ia a missas e a maioria das pessoas nunca tinha visto por ali nenhum.

Recordo-me como se tivesse sido ontem, das duas figuras paramentadas de branco e ouro: o mais velho, “o Sr. Prior”, trazia na mão ao nível do peito um crucifixo. Atrás dele, um rapaz muito novo trazia também não sei o quê na mão. Apressados, azinhaga abaixo, entraram na casa do Pancrácio onde sobre a mesa da casa de jantar tinham colocados os dois caixões com os miúdos mortos.
“Quanto é que custa o trabalho?”, disparou o Pancrácio. Que em negócios queria sempre saber a quantas andava. 20$00, sussurrou o Padre. “Gatunos”! Berrou o Pancrácio. “Vão roubar p’ra estrada! Toca a andar daqui seus filhos da puta!” E lá foi o Padre porta fora, às arrecuas. Na mão, firmemente agarrada, a cruz, como se fosse um escudo, olhos abertos de espanto alevantados ao céu. Pedindo a Deus certamente o perdão do pecador que o Pancrácio era de certeza. Mas em negócios ao Pancrácio nem o Padre mais bem paramentado lhe comia as papas na cabeça.
Nós e a demais vizinhança, depois da surriada azinhaga acima atrás do “padre-cura” e do apavorado acompanhante, voltámos, compungidos, à velação dos defuntos filhos do Pancrácio. Que depois foram a enterrar. Sem “encomenda”. Nem lhes fez falta; o Pancrácio era bem melhor que a encomenda.
Passado algum tempo Deus chamou a contas o Pancrácio. Mas não foi do coração que o Pancrácio morreu: um cancro maldito roeu-lhe a garganta.
Atrás da carreta, a chorar, sentido, acompanhei o funeral. Apertada na mão, junto ao coração, levei a caneta com cabo de madeira envernizada e aparo de aço que o Pancrácio me deu… Porque – disse-mo mais tarde – sabia que eu gostava de escrever e julgou que eu ia morrer.

E com esta história de gratidão pelo Pancrácio e de amor por vocês eu me despeço. Fiquem bem. 
12 agosto 2009
  SOLTAS

O PIRATA BAILARINO

…Era a Miquelina que “aparava” as crianças na “Quinta”: Quando o entendia necessário mandava chamar o Dr. Aboim, conhecido na “Fossa” como o “Doutor Berguilhas”, em evidente e metafórica alusão à sua “especialidade” ou pelo menos a algo com ela relacionado…
A mãe do Pirata morreu durante o parto e a Miquelina tomou conta da criança.
O Alfredo, pai adoptivo do Pirata, era marceneiro: -trabalhava quando arranjava trabalho: -manhã cedo, “Quinta” acima, rápido, (estou a vê-lo…) só com o “macaco” em cima do “pelo” e às vezes um frio de rachar...e depois quando ao fim do dia regressava, a entrar na taberna do “Martins”… E quando, já bem “temperado”, duas ou mais horas depois, saía em direcção à barraca, trazia sempre com ele duas garrafas de vinho: -era o champagne, dizia ele, para festejar com a Miquelina ter arranjado um “biscate”.
Durante as ausências o Pirata aguardava em casa à janela que a Miquelina regressasse… Sempre à janela, o Pirata cantava…O Pirata era franzino. Ficou livre da tropa. Ficou sempre livre de tudo. O Pirata nunca fez nada.
…O meu pai ainda tentou domesticá-lo, adomá-lo ao trabalho: -manhã cedo ia lá abaixo à barraca da Miquelina, arrancava-o da cama e levava-o com ele à força, para o Arsenal da Marinha, onde tinha conseguido “metê-lo”. O Pirata nunca se rendeu ao trabalho… Durante os períodos de laboração abandonava a oficina e vinha para a muralha a olhar o rio, cantava... ainda que chovesse a potes, como por vezes acontecia… até que o “Olho de Boi” – que era o mestre dos caldeireiros – fartou-se e correu com ele. A partir daí, fui para Coimbra e perdi o Pirata de vista. Encontrei-o mais tarde quando regressei a Lisboa, já em 1955. Era curtidor de peles: -O Pirata, sendo “branco”, tinha um tom de pele encardido, quase negro, não só como consequência, julgo eu, da actividade como curtidor de peles – mas talvez também porque, durante a aprendizagem, terá começado por curtir a dele – ou talvez também e sobretudo porque durante toda a vida nunca terá tomado banho. Ia jurar… Daí que o Pirata Bailarino tivesse a pele encardida e como que recoberta com uma camada de merda ressequida, também curtida pelo tempo – a patine. A mão que o gajo me estendia era angulosa, dura, como se fosse a garra duma ave de rapina.
Um dia contou-me que se tinha “juntado” com uma velha já avó de vários netos de diversas idades. E noutro dia qualquer e sem avisar resolveu vir mostrar-me a família. Vinha à frente, e a velha a seguir; e atrás dos dois em estilo bicha do pirilau uma fila de miúdos dos quais nenhum era dele…
A “esposa”, como o Pirata a apresentou, podia ser mãe dele… mas que o tivesse dado à luz já depois de ser avó… Era de antologia…
Depois passou a aparecer-me volta e meia para me cumprimentar e pedir-me um cigarro. Por vezes não comia dois ou três dias.
Uma vez apareceu-me com a família toda atrás dele: é que a malandragem da Câmara tratou sempre os pobres como se fossem lixo – a matilha municipal. Tinham-lhe atirado abaixo a barraca e a família tinha ficado na rua. Consegui metê-los no Centro de Apoio Social de Lisboa.
Alguns dias depois apareceu-me o Pirata Bailarino, pediu-me o cigarro do costume e, incidentalmente, também me disse que há dois ou três dias que não comia…
“O quê? Então meti-te na Mitra e estás me a dizer que há dois que não comes?!”. O Pirata respondeu: “…o que é que queres? Cheguei lá e a primeira coisa que nos deram para comer foi sopa de feijão com hortaliça!… Tu sabes bem que eu não gosto de hortaliça. Vim-me embora… Quero que os gajos vão bardamerda!”.

Era para mim evidente que era a mim que o Pirata vinha mandar à merda. Porque quando consegui meter-lhe a família na Mitra devia ter avisado – e não o fiz – que o Pirata não gostava de hortaliça.

Retorcido tinha também qualidades: era frontal. E era, sobretudo, meu amigo. Eu também era amigo dele. De certo modo, era quase como se fosse meu irmão.

DR. BERGUILHA

Quem assumia a responsabilidade médica da actuação, como parteira, da Miquelina – que era analfabeta – era o Dr. Aboim, conhecido na “Fossa” como o “Doutor Berguilhas”. Era ele que na Quinta dava assistência médica não só nos casos do foro ginecológico, mas também como clínico geral.
As visitas domiciliares custavam 25 tostões, mas a maioria por ser muito pobre não pagava nada. As “visitas” do Doutor eram feitas na maior parte dos casos a pedido da Miquelina, para em casos difíceis ajudar as mulheres e as raparigas a parir ou a reparar os prejuízos de desmanchos menos felizes… E para nós miúdos a vinda do Doutor Berguilha era sempre um acontecimento a registar… Vínhamos todos acompanhá-lo até à barraca da doente e depois esperávamos por ele à saída, que uma vez ou outra nos mandava ir à Farmácia (onde dava consulta) para nos ver... Estou a recordar-me duma vez em que o Doutor tinha sido chamado para ver uma rapariga que não havia meio de parir… Como era costume, quando o “Berguilha” chegou, eu e outros miúdos fomos a correr até à barraca onde morava a rapariga.
As barracas da Quinta não tinham instalações sanitárias. Os residentes mais miúdos cagavam e mijavam por ali, onde calhava. Os mais velhos utilizavam penicos ou potes que depois vinham despejar nas pequenas hortas que alguns tinham junto à barraca – era o adubo – ou na “fossa”, espécie de “vala comum” onde a merda corria a céu aberto do lado da encosta da Quinta dos Apóstolos até quase aos “Caminhos-de-ferro”.
Cá fora, à porta da barraca, estava a mãe da parturiente que quando o Dr. “Berguilha” chegou gritou lá para dentro: “Oh Perpétua, já cagaste? O Senhor Doutor já chegou”.
Passados alguns minutos a rapariga, encabulada, gemebunda, abriu a porta e o Dr. “Berguilha” entrou calmamente na barraca. Para ele o cheiro a merda não era problema. O problema do Dr. Soromenho Aboim era o doente.
Estou ainda a vê-lo – já lá vão uns bons anos: -eu tinha 26 – debruçado com o ouvido encostado à barriga da minha mulher quando estava na fase final da gravidez da minha primeira filha. Não posso nem vou nunca esquecer o olhar brilhante, como que iluminado duma felicidade indescritível, do Dr. Berguilha quando me fez sinal para que também escutasse. E escutei, surpreso, maravilhado, o bater apressado, traquina, pujante de vida do coração de um filho… Que Deus lhe pague, Dr. Aboim. Enquanto eu viver não vou esquecer o brilho dos seus olhos pelos quais Deus me quis anunciar a boa nova e fez pulsar dentro de mim o coração de um filho.
Sete anos depois voltou a acontecer dentro de mim a boa nova do nascimento de outro filho, cujo coração eu também escutei de ouvido colado à barriga de minha mulher, à noite, deitado na cama ao lado dela. 
11 agosto 2009
  SOLTAS

MÉDICOS DE FAMÍLIA DEVIAM DESAPARECER



ATENDIMENTO:

LIGAÇÃO:
Aos
SERVIÇOS DE ATENDIMENTO: MÉDICOS:

Que acedem (circuito fechado) ao processo (história clínica, registos de exames, terapêutica, documentos) do utente e:
1- Esclarecem dúvidas
2- Contactam as brigadas, de rotina ou de emergência, para deslocação imediata ou marcação de data para deslocação ao domicílio do utente
3- Prescrevem: medicação e marcam análises, exames e outros meios de diagnóstico
4- Marcam Consultas

4.1- Nos SERVIÇOS DO CENTRO DE SAÚDE
ou
4.2- Nos HOSPITAIS
- Informando os doentes e as brigadas para proceder a colheitas de tecidos (sangue, por exemplo) ou para transporte dos doentes aos Serviços sendo caso disso.

Anotam nas fichas:

- As datas das consultas,
- Os medicamentos prescritos
- Bem como os exames complementares mandados efectuar nas datas e horas acordadas com os serviços de análises e demais exames complementares de diagnóstico e terapêutica.

- As brigadas – de rotina ou de emergência da área de residência – e informação ao doente da data ou da hora da visita pela brigada de rotina ou do tempo provável de demora da brigada de emergência médica.

Esclarecem DÚVIDAS DOS DOENTES: -sobre tomas de medicamentos, efeitos, sintomas, etc.

Os serviços de atendimento: -Contactam as brigadas para deslocação ao domicílio de assistência do utente
- Marcação de consultas, análises, exames e outros meios de diagnóstico nos serviços médico-cirúrgicos do centro ou dos hospitais.

- Os médicos anotam na ficha do utente a data da consulta e os medicamentos prescritos bem como os exames mandados efectuar (e comunicam à central para expediente – registos e contactos com os serviços de diagnóstico: análises e demais exames auxiliares mandados efectuar).

As receitas são (depois de verificadas as datas e resultados dos últimos exames efectuado e do conteúdo das últimas receitas) enviadas directamente, por email ou semelhante, à farmácia da área da residência do doente: junto dos hospitais (reabilitação dos serviços da Farmácia Central do Exército)

- CONSULTAS: - Não são marcadas consultas a pedido dos doentes.
1- As consultas são marcadas pelos serviços médicos da central de atendimento: e
2- Podem ser efectuadas:
No domicilio pelas brigadas móveis de emergência ou de rotina ou do tipo standard ou equipamento especial – (reanimação, desencarceramento…) – tipo A, B, C, D. (ambulância e viaturas de apoio).


(cliclar na imagem para aumentá-la)

Os partos
Exames médicos domiciliários
Partos em casa.
Preparação intensiva de parteiras, limitando-se os internamentos em Maternidades aos casos que o justifiquem; mas em tais casos com antecedência de segurança ajustadas ao grau de dificuldade ou de risco do parto. De modo que as Urgências em Estabelecimentos Hospitalares (desaparecem as Maternidades, que passam a ter outras valências cirúrgicas) sejam em número residual.

EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE MÉDICA
O número de vagas dos Cursos para licenciatura nas Faculdades de Medicina será fixado anualmente pelo Ministério da Saúde.
Serão tomadas em linha de conta as necessidades previsíveis para efeitos de cobertura em cuidados médicos das populações das zonas (de assistência em Saúde) que vierem a ser fixadas de acordo com os critérios que vierem a ser previamente definidos por comissões ad hoc constituídas por técnicos e peritos portugueses e espanhóis independentes e mérito oficialmente comprovado. E tendo em conta (com consulta efectiva das Juntas de Freguesia, e Agremiações Regionais (Casas do Povo, Casas dos Concelhos, Ligas de Melhoramentos, Ranchos, Filarmónicas…), para além de outros que venham a ser entendidos necessários ou convenientes, os seguintes aspectos:
1º. A caracterização regional típica das populações: Tripeiros, Minhotos, Beirões (da Beira Interior e da Beira Litoral), Ribatejanos, Alentejanos (Alto e Baixo Alentejo), Lisboetas, Alcochetanos, Setubalenses, Algarvios) bem como das populações das zonas fronteiriças da Espanha (de norte a Sul: -da Galiza a Ayamonte…).
Os Municípios limitam-se exclusiva e rigorosamente, e em articulação funcional directa com o Ministério da Saúde, a fornecer apoio Técnico, Administrativo e Financeiro.
2º. A geografia física (natureza do terreno: planície, montanha…) rural, urbano, vias de comunicação: -auto-estradas, estradas municipais, caminhos, transportes (de pessoas, de mercadorias…), ligações ferroviárias...
3º. Identificação pormenorizada das Estruturas existente de cuidados de saúde: médicos, de enfermagem, meios de diagnóstico: -Rotinas, Urgências, Emergências, Cuidados Intensivos…


Proibição do exercício simultâneo da actividade médica na área pública e privada: opção por actividade livre em Consultório ou Serviço oficial de saúde.

O “Serviço”
ou
As consultas em consultório, casa de saúde ou hospital particular são pagas ao Estado, bem como
os medicamentos receitados.
Os comprovativos do pagamento dos serviços médicos pelos Serviços das Finanças é que serão devolvidos aos consultório ou serviço hospitalar particular, para serem entregues ao doente e à farmácia do serviço particular.

As “embalagens de experiência”: uma ou duas dezenas de comprimidos.

Os serviços de apoio permanente junto das populações mantêm-se até à entrada em funcionamento dos mais bem apetrechados (mais equipados).


As farmácias terão que ser dotadas urgentemente de serviços de assistência aos cidadãos necessitados de socorros. Seriam pequenos postos de cirurgia.
Os doentes seriam transferidos daí para os hospitais só em casos de reconhecida incapacidade dos serviços de urgências das farmácias. Tal como acontecia antigamente, em que junto de cada farmácia existia o que se pode chamar hoje o médico de família, que preparava juntamente com o farmacêutico os medicamentos para cada doente, individualmente. E era na farmácia que recebia e consultava os doentes e prestava socorros. O médico deslocava-se também ao domicílio dos doentes em caso de necessidade e, designadamente, prestava assistência às parturientes. Actuava por intermédio do que se chamavam então “curiosas”, mulheres do povo, sem preparação especial, à sua responsabilidade. E que, no caso de surgirem dificuldades na área do aborto espontâneo, o chamavam e ele resolvia esses problemas. Quando ocorria a morte da mãe, era a Miquelina (a “curiosa” da Quinta) que ficava por “madrinha” e adoptava as crianças. Eu conheci bem um deles, o Pirata Bailarino, de quem vos falarei brevemente. Foram os tempos de ouro da assistência e do respeito pelos direitos dos doentes.

NA NOSSA CONCEPÇÃO, desaparecem todos os Centros de Saúde e todos os médicos de família, que vão reforçar os quadros médicos dos hospitais.
A ligação dos utentes do Serviço Nacional de Saúde com o Centro de Atendimento é feita através de telemóvel em ligação directa e exclusiva. Este serviço liga directamente ao Serviço de Identificação de Utentes que presta ao doente as informações de que necessita, directamente ou através das Brigadas Móveis no domicílio.
 
   
SOLTAS

DESEMPREGO



NÃO CONCORDO.



CONCORDO. 
10 agosto 2009
   
SOLTAS

OS DIREITOS HUMANOS

 
07 agosto 2009
   
SOLTAS

É FATAL COMO O DESTINO

 
06 agosto 2009
   
SOLTAS

A POLÍCIA E OS SEUS DIREITOS



E OS DIREITOS DOS CIDADÃOS

A solução que preconizo para a Câmara Municipal de Lisboa: individualizar nela serviços de apoio técnico especializado e com capacidade de apoio efectivo às comissões de moradores dos bairros “populares” de Lisboa: Mouraria, Madragoa, Beato, Alcântara, Xabregas, Graça, São Vicente, Bairro Alto… e às juntas de freguesia com vista aos cuidados de saúde de proximidade e à assistência de vigilância policial – equipas de vigilantes, do género dos antigos guardas nocturnos que fariam as rondas a pé percorrendo os bairros e anotando anomalias e com ligação directa a carros de polícia com homens de intervenção rápida e se necessário violenta com vista a repor a ordem que fosse infringida ou houvesse perigo eminente de assalto ou de outro tipo de crime.

A nossa concepção está relacionada com uma nova estrutura de base da organização das forças policiais que quanto a nós deviam ser a entidade exclusivamente responsável nas cidades, Sedes de Distrito e de Concelho em que o Comando da P.S.P. seria entregue a oficiais da corporação. À G.N.R., à qual, também com Comando Próprio, seria atribuída a zona rural. Às FORÇAS ARMADAS e aos seus oficiais competiria a Defesa Nacional dentro do território e no estrangeiro. 
05 agosto 2009
   
SANDRA

Desculpa lá, mas a saúde não me permite continuar a dizer-te o que sinto, da relação fraterna que existe entre portugueses e brasileiros, entre Portugal e o Brasil.
Sem esquecer uma referência aos olhos espantados, azuis, maravilhosos do teu miúdo. Adeus. E obrigada. 
   
MADALENA

Não te esqueci. 
   
ESCOLA DE VILA DO CONDE

O Buba vem cumprir o prometido. Vem dizer o que tem feito e o que não pôde fazer porque o tempo não perdoa. O tempo passa. O tempo – dizia o poeta – é sombra que passa, o tempo é nuvem que voa, o tempo é aí que mal soa.
Queridos amigos de Vila do Conde o Buba não vos esqueceu. O Buba tem-vos no coração. 
salvadorprata@netcabo.pt

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