Buba
14 setembro 2009
   
SOLTAS

CERTO OU ERRADO?



LOGO VEREMOS:
CERTO SE SEGUIR A OPINIÃO DO MINISTRO DA CULTURA.
ERRADO SE NÃO SEGUIR. E SE ASSIM DECIDIR, NOMEÁ-LO MINISTRO DA JUSTIÇA.
 
07 setembro 2009
   
SOLTAS

CONTRATO PROMESSA – REGISTO NA CONSERVATÓRIA



Está implícita na ideia de eliminar a escritura pública para efeitos de registo da compra e venda de imóveis o risco não despiciendo.

Solução prática que proporíamos seria, que os outorgantes, no contrato-promessa registado provisoriamente pudessem apresentar-se na Conservatória, dentro do prazo de validade do registo a requerer a sua conversão em definitivo. Seguramente aliciante a solução será, contudo inviável: pela razão simples de que o registo é provisório e diz respeito a um contrato-promessa de compra e venda e o que se pretende, é um registo definitivo de contrato de compra e venda; estando portanto, ao que parece, presentes, duas realidades substantivas diferentes; assumidas processualmente também de forma diferente: "São, manifestamente, diferenças a mais...", (diremos nós, desalentados...) e, em recusa liminar do requerido, (dirá o Conservador, de Direito e de Facto): "Antes do mais, – e basta – porque não há documento que comprove que a venda se efectivou."

A solução do problema deverá, talvez, ser procurada por outra via que poderá ser a de nos quesitarmos sobre a natureza jurídico-processual da escritura de compra e venda e do seu conteúdo, uma vez que é esse documento que suporta o registo da transmissão.
O que tal documento comprova é ter sido celebrado pelos outorgantes na presença do Notário um negócio jurídico (contrato de compra e venda), facto que este convalida legalmente e arquiva; o mesmo é dizer que o Notário se assegurou, pessoalmente, não só da licitude do objecto e das cláusulas do negócio, como da identidade e capacidade negocial dos outorgantes. Quer dizer, a chamada "escritura" é tão só o "escrito" (documento escrito -"escriturado") pelo qual o "oficial" público assume e garante "oficialmente", não só a legalidade da transacção e do seu objecto, como das condições em que se efectivou o contrato; como, ainda e também, que verificou a identidade e a capacidade dos outorgantes.

E é uma cópia (autenticada) de tal escritura que comprova documentalmente a legalidade da transmissão e confere legitimidade ao acto de registo exarado pelo Conservador no artigo respectivo do Registo Predial.
Sendo assim, parece que nada impediria que o negócio jurídico de compra e venda possa ser ("celebrado"), perante o Conservador (tal como o é actualmente perante o Notário) mediante simples declaração dos interessados.
Certificado pelo Conservador que a obrigação emergente do contrato-promessa tenha sido cumprida – mediante a declaração contratual de compra e venda dos outorgantes – estariam processualmente preenchidas as condições que lhe permitiriam proceder ao registo da transmissão do imóvel exarando tais factos no próprio contrato-promessa.1 Que ficaria arquivado no respectivo processo correspondente ao artigo do prédio na Conservatória.
Diríamos, por último, que esta poderia ser, talvez, (no que respeita à transmissão de imóveis e ao seu registo - obrigatório) a forma de responder à dupla necessidade de simplificar (eliminando o supérfluo ou o que o tempo do computador e do fax tornou, formalmente, arcaico e, por vezes, até grotesco, senão risível) a tramitação processual aquisitiva, até ao último acto, adentro do quadro das garantias do promitente-comprador: o registo da compra; e de ampliar o número delas e reforçar as existentes, mediante a adequação das valências jurídicas do contrato-promessa às necessidades do mercado imobiliário e da própria economia.2 
02 setembro 2009
   
SOLTAS

PROFESSORES AVULSO Vs MÉDICOS ESCOLARES

1. PROFESSORES AVULVO


2. MÉDICOS ESCOLARES
No meu tempo, nasci em 22, no meu terceiro ano, fui mandado apresentar com os colegas de turma – não sei se o França também foi, que era hábil em se escapar a estas obrigações – ao médico escolar para nos inspeccionar os órgãos genitais e dar conselhos sobre a forma de evitar as doenças venéreas transmissíveis. Não eram os professores, quaisquer professores sem preparação, que davam aulas de educação sexual. Era um médico escolar com formação universitária na Faculdade de Medicina e que, depois disso, era obrigado a tirar um curso de quatro cadeiras, as Pedagógicas, na Faculdade de Letras, entre as quais, que me lembre, a História da Educação e a Psicologia Geral que era dada pelo Dr. Matos Romão, professor da Faculdade de Medicina e que ensinava a Anatomia do Sistema Nervoso. E só passava trinta estudantes em Julho e outros trinta na segunda época, em Outubro. E o médico escolar só podia sê-lo depois desta tal habilitação. 
28 agosto 2009
   
SOLTAS

SARAMAGO ACUSA DEUS



E REDIME CAIM. 
25 agosto 2009
   
SOLTAS

GENÉTICA: -É FALTAL COMO O DESTINO

 
24 agosto 2009
   
SOLTAS

LA VIE ET LA MORT



CERTO. CONCORDO COM O FERRO E O COMENTÁRIO DO VASCO.

A menos que o Sócrates siga o projecto do Ministro da Cultura que propõe um programa que envolve Portugal, Espanha, Brasil e a colónia africana portuguesa que tem Luanda como capital: -Angola.

E quanto ao problema da vida e da morte, o que eu gostaria e não sou capaz, era de pensar que a vida não tem nunca finais felizes e que à chaque jour ça peine. Quero eu dizer: -Quando chega a hora de ficar sozinho e fico só comigo mesmo, há uma área em que ninguém me pode ajudar e eu penso como gostaria de pensar – e não consigo – à chaque jour ça peine. Ça suffit. E não consigo… Ninguém me pode ajudar. Sinto-me perdido. 
18 agosto 2009
   
SOLTAS

MÉRITO: -ATRIBUTOS PESSOAIS.



ERRADO. Não concordamos. Devem ser admitidos todos que o queiram fazer. A selecção é feita depois, de acordo com critérios de mérito e de valor aferido de acordo com a tabela nacional de aptidões. Independentemente dos títulos ou atributos dos pais, nomes de família ou outros atributos não pessoais dos candidatos. 
17 agosto 2009
   
SOLTAS

FORNALHA. O DIREITO ARDEU.



O Lima das Neves foi aluno distinto e Assistente de Direito. Acabou por ser escolhido para Secretário da Junta de Colonização Interna, de que era Presidente um coronel.
Frequentava o Gabinete. Foi nessa qualidade que o conheci e me leu o discurso que tinha feito para ler na posse do cargo para que foi nomeado pelo Trigo de Negreiros, para Director da PIDE.
Aconteceu, porém, que os inspectores se opuseram. Falhada a tentativa do Trigo de Negreiros de “legalizar” a PIDE, foi nomeado para o cargo o Coronel Homero de Matos e a PIDE voltou a endurecer. O Lima das Neves, entretanto, em compensação, foi nomeado Director-geral dos Hospitais Civis de Lisboa.
Proferiu, nessa qualidade, no fim de 1968 ou início de 1969, uma comunicação na Direcção-geral dos Hospitais, a que assistiram todos os médicos responsáveis. Ouviram a comunicação do Lima das Neves sobre a responsabilidade médica e reagiram muito mal. E tal foi tão má a reacção, que o Ministro da Saúde, Dr. Lopo Cancela de Abreu, o demitiu. E o Lima das Neves ficou desempregado, sem dinheiro para comer. Escreveu-me a mim, ao Amaral Marques e, talvez, a outros amigos, a pedir 20$00.
Esta é uma das histórias do Regime.
Eu era, nesse tempo, funcionário da Secretaria-geral do Ministério do Interior e desempenhei, por escolha, as funções de Chefe da Secretaria do Gabinete. O que me obrigava a deslocações frequentes à sala de espera para contactar os secretários do Ministro que aí se encontravam e recebiam as visitas. Foi assim que conheci o Lima das Neves e muitas outras “personalidades” que aí se deslocavam. E, de um modo geral, os governadores civis que vinham a despacho. Tal como os directores da PIDE, desde o Capitão Agostinho Lourenço até ao Capitão António Neves Graça. 
14 agosto 2009
   
SOLTAS

MÉDICOS DE FAMÍLIA DEVIAM DESAPARECER





NÃO CONCORDO. 
13 agosto 2009
  AOS MEUS AMIGOS DE VILA DO CONDE

O avô não se esqueceu de vocês. E sabe que, também vocês – espero bem – às vezes, daqui a uns anos, se irão lembrar do avô Salvador, e virão à noite, à minha cabeceira – como fazia minha mãi – ler-me a história que vos contei: -a do Carvoeirito, – para eu adormecer a sonhar com vocês e com um mundo melhor feito de crianças inocentes e jovens sonhadores onde não existam homens sem alma, predadores dos sonhos e do que melhor e mais belo existe neste mundo: -as crianças, as flores, e vocês, meus jovens amigos de Vila do Conde que me deram já tudo e gravaram em mim o que de melhor, mais belo havia em vocês. Obrigado, queridos amigos de Vila do Conde.

Eu prometi contar-vos uma das histórias da minha vida. Uma história autêntica: eu morava numa avenida numa azinhaga, num bairro pobre, muito pobre, cercado por um lado de barracas e por outro… eu nem sei descrever… Havia um… era uma azinhaga. Estreita. Ao meu lado morava o Pancrácio. Era meu vizinho. O filho era o meu companheiro (um dos companheiros na Azinhaga) de brincadeira, de folguedos. Nunca foi meu companheiro de escola. Nem sei se ele alguma vez andou na escola. O Arnaldo. Mas quando eu vinha da escola juntávamo-nos todos. O Arnaldo também.
O meu pai e o dele vinham muitas vezes juntos – eram bombeiros – Azinhaga a baixo. Íamos ter com eles a correr. Chegávamos e pedíamos: - dê-me a sua bênção. E eles estendiam a mão direita e faziam sobre a nossa cabeça o sinal da cruz. E diziam: - Deus te abençoe. Beijávamos-lhe a mão. Vínhamos à frente, Azinhaga abaixo. A correr. Dever cumprido. Era assim. Eu tinha oito, nove anos. O Arnaldo, menos um creio eu.
Assim fomos crescendo até que um dia o Pancrácio morreu. Desmanchou-se a família e nunca mais vi o Arnaldo. Nem a mãe, a Laurinda.

O Pancrácio e a esfera dos Bombeiros
Para além de tais características e adornos, o capacete (dos Municipais, que era diferente do capacete dos Voluntários, que tinham um ar algo amaricado) tinha ainda uma outra qualidade: era duro como cornos. Comprovei-o uma madrugada à porta de minha casa… Eu conto: os Municipais tinham um telefone em casa, à cabeceira da cama, ligado directamente à Central. A espaços, irregulares, durante a noite, tocava. Era a “Ronda” a confirmar se o bombeiro estava em casa e pronto a saltar da cama em caso de incêndio. Muitas vezes era a minha mãi que atendia a chamada (embora fosse contra o Regulamento) enquanto meu pai dormia…
…Uma noite
O telefonista de ronda anunciou fogo em determinado local. Nada de especial: Nestas circunstâncias a rotina era o bombeiro fardar-se o mais urgentemente possível, apanhar a “esfera” e correr a toda a velocidade para o local do fogo, onde, quando chegava, depositava a esfera com o seu número numa Caixa – o meu pai era o bombeiro nº 4… – sendo registada a presença e hora de chegada. Os que chegassem primeiro tinham um prémio em dinheiro. Os que chegassem atrasados ou faltassem eram castigados.
Como era costume, acordados no meio da noite, estremunhados, o meu pai aos berros com a minha mãi à procura das calças, do cinturão, do capacete, da esfera… a confusão era sempre mais que muita e eu vinha logo para a rua para me encontrar com o Arnaldo. O Arnaldo morava na porta ao lado, era filho do Pancrácio que também era bombeiro. Tinha mais ou menos a minha idade e era meu companheiro de paródia habitual de que este número da corrida do meu pai e do pai dele, era um prato que apreciávamos imenso… Naquela noite o Pancrácio, que tinha também uma agilidade felina, chegou primeiro à porta da rua e começou logo a correr pela Azinhaga acima sem esperar, na certeza de que o meu pai, sendo mais rápido, depressa o alcançaria. Nós, eu e o Arnaldo, muitas vezes corríamos também atrás deles até os perder de vista…
Daquela vez porém algo correra mal ao Pancrácio… Vimo-lo sair de casa disparar ainda a vestir o dolman e logo a seguir voltar para trás com a mesma velocidade… não encontrava a esfera… vinha aos berros a chamar pela Laurinda, que era a mulher.

…Bem conhecida de todos – porque usava saias muito curtas e tinha um cú grande, tipo esfera armilar, que ela – topava-se bem quando se baixava a apanhar a roupa que estava a estender em frente da porta – usava como arma afiada e contundente para ferir de desejos violentos os machos quando passavam. Mas isso – era verdade – era só para os “encigueirar”, como dizia a minha mãe, pois nunca constou que a Laurinda pusesse os cornos ao Pancrácio.
Para além de encigueirar os homens, ela ainda encigueirava mais os rapazes já mais espigados, que aproveitavam as amplas e estimulantes visões para se inspirarem e ensaiarem gratificantes actividades manogenitais.

...Como um touro desembolado, o Pancrácio irrompeu pela porta dentro à procura da esfera que não conseguia encontrar. A seguir entrou o meu pai, a minha mãe, eu e o Arnaldo. Entrou tudo. O Pancrácio que de cabeça perdida dava urros de desespero, a certa altura correu em direcção ao tapume que ficava em frente da porta a 8 ou 9 metros, que era a largura da Azinhaga, e de seguida, louco de desespero, correu novamente para trás em direcção à porta da casa, deu-lhe uma marrada tremenda e meteu-a dentro. E o capacete resistiu…
Finalmente tudo se compôs quando apareceu a Laurinda com a esfera na mão... Começaram os dois a correr Azinhaga acima… Daquela vez eu e o Arnaldo não fomos atrás deles. A Laurinda entrou na nossa casa. Daí a pouco ela e a minha mãe já tinham esquecido a esfera e falavam no escândalo da véspera: história de vergonha – e de cio (que certamente se manteve visto que a garrafa nada resolveu)… eu conto: -Soube-se na véspera que a filha do droguista do caminho do Alto Varejão, em ânsias de ataque de cio, tinha metido o gargalo duma garrafa entre as pernas, no justificado propósito de amansá-lo… Porém, mal manipulada, a garrafa fez vácuo, e a rapariga não conseguiu arrancá-la do buraco onde a tinha metido… O pai foi chamar o Dr. Braguilha, mas nada feito e a rapariga e a garrafa foram levados de ambulância para o Hospital entre o álacre alarido do mulheredo e o salivar da canzoada masculina. Para nós, a garotagem, foi a oportunidade de ouvirmos alguns doutos ensinamentos de alguns mais velhos sobre o tesão feminino e da Maria rapaz que confessou já tinha passado pelo mesmo, mas tinha partido a garrafa e resolvido o problema.

O meu amigo Pancrácio
À noite as latas, recipientes de folha em regra rectangulares com pega de madeira, eram dispostas em fila, ficando a aguardar que a “mina” enchesse, vindo os utentes enchê-las a elas, mal despontava a manhã. Eram estas latas que o Pancrácio, meu vizinho, bombeiro e pedreiro de suas profissões – roubava à noite, desmantelando-as, enterrando-as, e utilizando-as mais tarde na construção de barracas clandestinas que depois alugava.
Volta e meia havia “espectáculo”: alguém descobria um “coval” de latas e dava o alarme: juntava-se mulherio e vinham buscar o Pancrácio a casa e, à frente delas, munido de enxada, o Pancrácio calmamente, sem se enervar, desenterrava as latas que, identificadas e quando ainda em estado de utilização, iam sendo recuperadas pelas donas entre chufas, ameaças e impropérios em que o epíteto dominante era: ladrão! Mas não passava disso: o roubo para a gente da “quinta” era uma actividade “quasi lícita”. Não havia nada de pessoal naquilo. Aliás o Pancrácio argumentava calmo entre ameaçador e paternal: depois venham-me cá pedir uma “casa”. E, de facto, uma casa do Pancrácio (do Engrácio, como lhe chamava a mulher e o restante povo), era um sonho realizado ao preço relativamente acessível de 5 a 10$00 mensais, consoante o número de “divisões”. Tudo batia certo. E, na verdade, se o “Engrácio” dava os materiais e a mão-de-obra e no fim se limitava tanto no preço do aluguer, que diabo tinha de extraordinário que contribuíssem com alguma coisa para a cobertura? Bem vistas as coisas, era um serviço que lhes prestava adiantadamente, como reconheciam mais tarde quando o Engrácio não continuou disposto a mais “chatices”: -e passou a alugar as “casas” sem telhado. E daí por diante eram eles que tinham que vir roubar as latas… Muita vez pensei de mim para mim mesmo: -“estes gajos foram burros”. É que, no fundo, aquela metodologia do “Pancras” (outra das designações usadas) tinha ainda mais o aliciante de ser uma espécie do totobola. É que o futuro beneficiário da casa podia até incidentalmente conseguir a “distinção” de ser escolhido como “inquilino” ter conseguido por sorte que a lata escapasse incólume! O “pessoal” da “quinta” tinha de facto pouca visão. A escolha do inquilino era também uma espécie de totoloto, tal como (actualmente e desde sempre) o é a distribuição das casas nos bairros económicos. Só que agora há escalões na base, cunhas, trafulhices no meio e depois os resultados que ninguém entende como aparecem. Com o Pancras a coisa era mais líquida: na base do “sorteio”, o rendimento do agregado; o mesmo é dizer, do trabalho da mulher; garantia de solvabilidade – e depois, em igualdade de circunstâncias, qualquer outra acessória como uma filha espigada e jeitosa que “metesse a cunha” como dizia o Pancrácio. Mais claro e objectivo que isto!...
E não havia segredos: o assunto era discutido, por vezes em plenário, acaloradamente, sem prejuízo de, por vezes, tomada a decisão, ser alterada pelo Pancrácio, que, neste aspecto e pelo menos formalmente era um versão antecipada de “verdadeiro democrata”. Recorda-me que uma vez, já depois de decidido e nomeado o inquilino, o Pancrácio foi ameaçado por um sapateiro que já tinha matado um gajo na “quinta” com a faca do oficio e à vista de toda a gente – de que ou casa era para ele ou então!... E o Pancrácio alugou-lhe a ele. Não era homem para apadrinhar causas perdidas… Homem sensato. Realista. E com sorte: -a certa altura comprou jogo na “Taberna do Galego” – ele olhava o meu pai com desprezo por não frequentar a taberna e dizia-lhe às vezes: “És parvo. É lá que eu faço os melhores negócios.”
E era. A vantagem dele era manter-se sóbrio (ou aguentar muito) e fazer acordos com interlocutores quando já perdidos de bêbados. Mas que respeitavam a palavra dada. Aliás, mal iriam as coisas (para o faltoso) se houvesse tentativa sequer de faltar à palavra dada entre “homens” em tal lugar.
Uma vez fiz eu parte de um numeroso “cortejo”, encabeçado pelo meu pai e pelo Ti Zé Augusto, de pistola em punho para rebentar com os miolos ao “Zé Padeiro” (o Zé Boi) porque não sei quê e mais não sei quê, tinha dito que… Ora, isso não correspondia à verdade e era necessário esclarecer o assunto imediatamente; a tiro, ao que depreendi – e felizmente não o encontraram, tendo a coisa depois esfriado porque o “Zé Boi”, alertado, veio a correr para enfrentar o problema e negar que tivesse dito isso mais aquilo e não sei quê, mas sem se humilhar. Como “homem”. O Zé Boi, conforme afirmou aos berros, não tinha medo de “levar um tiro nos cornos”. Para ele o que era importante era que não se pensasse que ele era um “bandalho” (homem capaz de faltar à palavra dada). E recordo-me que tudo terminou em bem e, dessa vez sim, o meu pai foi à taberna com os outros, onde concluíram que eram todos “muito homens” e não uns miseráveis trafulhas que dessem o dito por não dito. Eram assim os homens da Quinta. Com gente desta podia-se viver: sabia-se pelo menos com o que se contava e os problemas – sem contratos escritos, sem escrituras, sem códigos, sem polícias, sem tribunais, sem prisões – resolviam-se sempre: rapidamente e de maneira justa. E por vezes entrelaçada de atitudes pela vida que julga que caíram em desuso. E dou um ou dois exemplos:
O Pancrácio era ladrão, sem dúvida. Essa característica – nele era uma característica – não era na quinta considerado como atributo desprimoroso, nada disso: num grupo de coxos ninguém aponta ninguém pelo facto de coxear. Mas, para além de ladrão, o Pancras era um homem de palavra; e não sendo herói não era covarde; punha de acima de tudo a verdade.
Convenceu o meu pai a construir uma casa junto à dele. Meu pai disse-lhe que não tinha dinheiro. Retorquiu-lhe o Pancrácio: mas tens crédito. E a casa começou. Começou mas não sem que antes o Pancrácio lhe dissesse: “É que, assim, a minha fica encostada à tua e seguravam-se uma à outra”. E era verdade. Ainda lá estão. Desamparada, a do Pancrácio seguramente já tinha ruído há muito tempo!
A meio da construção o dinheiro faltou e o meu pai disse-lhe que parasse. O Pancrácio não parou: foi falar ao João Pereira Vareiro – Estância de materiais de construção que julgo ainda existe – e os materiais continuaram a ser enviados e os pedreiros a trabalhar: É que todos sabiam que as dividas – havia como garantia o silêncio aquiescente do devedor – haveriam, fatalmente, de ser pagas. Quando? Logo que ele tivesse dinheiro. A ninguém lhe passaria pela cabeça que podia ser de maneira diferente,
E, assim, aconteceu que a construção continuou, a divida a acumular e o meu pai em vigília aflita, porque “nunca tinha devido nada a ninguém”. E um dia percebeu que o trabalho rendia menos; e que uma chaminé – a chaminé do andar que ele habitou até morrer – estava a demorar tempo a mais. E estava: é que entretanto uma tia minha, a tia Belmira, teve umas obras e falou ao Pancrácio para as fazer quando pudesse. O Pancrácio interpretou à letra e entendeu que lá poder podia sempre e numa semana foi-as fazendo, deixando a chaminé para trás. Ganhava a dois carrinhos e meu pai não daria por nada. Mas deu. E disse-lhe: és um ladrão! O Pancrácio não negou. E sobretudo não se desculpou: Fugiu a bom fugir para evitar a sova. E foi a boa solução. Passado pouco tempo o Pancrácio voltou à chaminé e concluiu a casa. E mais: começou, a contra-gosto do meu pai, a construir cá em baixo uma casa abarracada, de pedra e cal, barracas em terreno do meu pai com o pretexto que lhe tinham sobrado muitos materiais e “não estava certo devolvê-los ao Vareiro”. Porquê tanto interesse? Explica-se: o terreno de ambos não estava demarcado; sendo assim, o Pancrácio construiu as barracas não levando a construção até à “extrema”. A parede, naquele lado, começa quase a um metro de distância do ponto onde começa o terreno do Pancrácio. Entre os dois deveria existir portanto esse intervalo. Mas deixou de existir: é que o Pancrácio jogando novamente a cartada dos dois “amparados” um ao outro fica mais fixe” acabou por fazer as barracas dele sobre parte do terreno que não lhe pertencia. Era de facto ladrão.
O meu pai não: -e tal como eu – era sério mas era parvo. De qualquer modo referiu sempre o Pancrácio como um “homem de palavra” e sem o qual nunca teria construído as casas.
O Pancrácio teve sorte: uma cautela comprada na “Taberna do Galego” valeu-lhe 75 contos. Na altura era muito dinheiro. Manteve-se sereno e fez agulha: comprou um pijama e uma espingarda de caça. E assim veio em tal preparo, passou a andar na rua; e, em frente de casa – ainda não havia vedações – atirava aos pardais. Fumando charutos. Era meu amigo. Muito meu amigo. Quando, doente por vários meses, fui considerado perdido, recebi duas “lembranças”: a da minha avó que veio trazer-me uma camisola interior “porque nunca me tinha dado nada e tinha remorsos porque eu ia morrer sem me dar qualquer coisa”; e a do Pancrácio que numa noite veio trazer-me um estojo com uma caneta de madeira com aparo de aço. Era castanha e encerada: passei horas a mirá-la e julgo que ainda hoje deve andar lá por casa.
“Toma, rapaz. Caneta já tu tens.” Voltou-se para o meu pai e disse-lhe: “O rapaz está num grande estado de gravidez. “Tem-zi-o” matado à fome! Dá-lhe de comer e vais ver como ele arriba!” E foi!...

Quebrada a rotina, o Pancrácio aburguesou-se: passou a viver dos rendimentos… E a sofrer do coração. Já sofria antes, talvez, mas de qualquer modo só a partir da “sorte grande” é que dispôs de tempo para se aperceber de que tinha coração. Diagnosticaram a “angina”, e por esse tempo adoeceu-lhe gravemente a mãe, mulher de avançada idade… à frente dela, o Pancrácio repetia, entre meditabundo e desalentado: “O coração tem ela bom!”… “Se eu lho pudesse arrancar!”.

Pela mesma altura morreram-lhe dois filhos, no mesmo dia. Mandou chamar o prior de Santa Engrácia para que viessem encomendar as almas dos filhos. Foi um acontecimento: juntou-se muita gente da vizinhança, julgo que, com certeza, pelo invulgar do acontecimento – os dois filhos miúdos morrerem no mesmo dia mas sobretudo para ver um Padre. Na Quinta, que eu alguma vez tivesse dado por isso, ninguém ia a missas e a maioria das pessoas nunca tinha visto por ali nenhum.

Recordo-me como se tivesse sido ontem, das duas figuras paramentadas de branco e ouro: o mais velho, “o Sr. Prior”, trazia na mão ao nível do peito um crucifixo. Atrás dele, um rapaz muito novo trazia também não sei o quê na mão. Apressados, azinhaga abaixo, entraram na casa do Pancrácio onde sobre a mesa da casa de jantar tinham colocados os dois caixões com os miúdos mortos.
“Quanto é que custa o trabalho?”, disparou o Pancrácio. Que em negócios queria sempre saber a quantas andava. 20$00, sussurrou o Padre. “Gatunos”! Berrou o Pancrácio. “Vão roubar p’ra estrada! Toca a andar daqui seus filhos da puta!” E lá foi o Padre porta fora, às arrecuas. Na mão, firmemente agarrada, a cruz, como se fosse um escudo, olhos abertos de espanto alevantados ao céu. Pedindo a Deus certamente o perdão do pecador que o Pancrácio era de certeza. Mas em negócios ao Pancrácio nem o Padre mais bem paramentado lhe comia as papas na cabeça.
Nós e a demais vizinhança, depois da surriada azinhaga acima atrás do “padre-cura” e do apavorado acompanhante, voltámos, compungidos, à velação dos defuntos filhos do Pancrácio. Que depois foram a enterrar. Sem “encomenda”. Nem lhes fez falta; o Pancrácio era bem melhor que a encomenda.
Passado algum tempo Deus chamou a contas o Pancrácio. Mas não foi do coração que o Pancrácio morreu: um cancro maldito roeu-lhe a garganta.
Atrás da carreta, a chorar, sentido, acompanhei o funeral. Apertada na mão, junto ao coração, levei a caneta com cabo de madeira envernizada e aparo de aço que o Pancrácio me deu… Porque – disse-mo mais tarde – sabia que eu gostava de escrever e julgou que eu ia morrer.

E com esta história de gratidão pelo Pancrácio e de amor por vocês eu me despeço. Fiquem bem. 
12 agosto 2009
  SOLTAS

O PIRATA BAILARINO

…Era a Miquelina que “aparava” as crianças na “Quinta”: Quando o entendia necessário mandava chamar o Dr. Aboim, conhecido na “Fossa” como o “Doutor Berguilhas”, em evidente e metafórica alusão à sua “especialidade” ou pelo menos a algo com ela relacionado…
A mãe do Pirata morreu durante o parto e a Miquelina tomou conta da criança.
O Alfredo, pai adoptivo do Pirata, era marceneiro: -trabalhava quando arranjava trabalho: -manhã cedo, “Quinta” acima, rápido, (estou a vê-lo…) só com o “macaco” em cima do “pelo” e às vezes um frio de rachar...e depois quando ao fim do dia regressava, a entrar na taberna do “Martins”… E quando, já bem “temperado”, duas ou mais horas depois, saía em direcção à barraca, trazia sempre com ele duas garrafas de vinho: -era o champagne, dizia ele, para festejar com a Miquelina ter arranjado um “biscate”.
Durante as ausências o Pirata aguardava em casa à janela que a Miquelina regressasse… Sempre à janela, o Pirata cantava…O Pirata era franzino. Ficou livre da tropa. Ficou sempre livre de tudo. O Pirata nunca fez nada.
…O meu pai ainda tentou domesticá-lo, adomá-lo ao trabalho: -manhã cedo ia lá abaixo à barraca da Miquelina, arrancava-o da cama e levava-o com ele à força, para o Arsenal da Marinha, onde tinha conseguido “metê-lo”. O Pirata nunca se rendeu ao trabalho… Durante os períodos de laboração abandonava a oficina e vinha para a muralha a olhar o rio, cantava... ainda que chovesse a potes, como por vezes acontecia… até que o “Olho de Boi” – que era o mestre dos caldeireiros – fartou-se e correu com ele. A partir daí, fui para Coimbra e perdi o Pirata de vista. Encontrei-o mais tarde quando regressei a Lisboa, já em 1955. Era curtidor de peles: -O Pirata, sendo “branco”, tinha um tom de pele encardido, quase negro, não só como consequência, julgo eu, da actividade como curtidor de peles – mas talvez também porque, durante a aprendizagem, terá começado por curtir a dele – ou talvez também e sobretudo porque durante toda a vida nunca terá tomado banho. Ia jurar… Daí que o Pirata Bailarino tivesse a pele encardida e como que recoberta com uma camada de merda ressequida, também curtida pelo tempo – a patine. A mão que o gajo me estendia era angulosa, dura, como se fosse a garra duma ave de rapina.
Um dia contou-me que se tinha “juntado” com uma velha já avó de vários netos de diversas idades. E noutro dia qualquer e sem avisar resolveu vir mostrar-me a família. Vinha à frente, e a velha a seguir; e atrás dos dois em estilo bicha do pirilau uma fila de miúdos dos quais nenhum era dele…
A “esposa”, como o Pirata a apresentou, podia ser mãe dele… mas que o tivesse dado à luz já depois de ser avó… Era de antologia…
Depois passou a aparecer-me volta e meia para me cumprimentar e pedir-me um cigarro. Por vezes não comia dois ou três dias.
Uma vez apareceu-me com a família toda atrás dele: é que a malandragem da Câmara tratou sempre os pobres como se fossem lixo – a matilha municipal. Tinham-lhe atirado abaixo a barraca e a família tinha ficado na rua. Consegui metê-los no Centro de Apoio Social de Lisboa.
Alguns dias depois apareceu-me o Pirata Bailarino, pediu-me o cigarro do costume e, incidentalmente, também me disse que há dois ou três dias que não comia…
“O quê? Então meti-te na Mitra e estás me a dizer que há dois que não comes?!”. O Pirata respondeu: “…o que é que queres? Cheguei lá e a primeira coisa que nos deram para comer foi sopa de feijão com hortaliça!… Tu sabes bem que eu não gosto de hortaliça. Vim-me embora… Quero que os gajos vão bardamerda!”.

Era para mim evidente que era a mim que o Pirata vinha mandar à merda. Porque quando consegui meter-lhe a família na Mitra devia ter avisado – e não o fiz – que o Pirata não gostava de hortaliça.

Retorcido tinha também qualidades: era frontal. E era, sobretudo, meu amigo. Eu também era amigo dele. De certo modo, era quase como se fosse meu irmão.

DR. BERGUILHA

Quem assumia a responsabilidade médica da actuação, como parteira, da Miquelina – que era analfabeta – era o Dr. Aboim, conhecido na “Fossa” como o “Doutor Berguilhas”. Era ele que na Quinta dava assistência médica não só nos casos do foro ginecológico, mas também como clínico geral.
As visitas domiciliares custavam 25 tostões, mas a maioria por ser muito pobre não pagava nada. As “visitas” do Doutor eram feitas na maior parte dos casos a pedido da Miquelina, para em casos difíceis ajudar as mulheres e as raparigas a parir ou a reparar os prejuízos de desmanchos menos felizes… E para nós miúdos a vinda do Doutor Berguilha era sempre um acontecimento a registar… Vínhamos todos acompanhá-lo até à barraca da doente e depois esperávamos por ele à saída, que uma vez ou outra nos mandava ir à Farmácia (onde dava consulta) para nos ver... Estou a recordar-me duma vez em que o Doutor tinha sido chamado para ver uma rapariga que não havia meio de parir… Como era costume, quando o “Berguilha” chegou, eu e outros miúdos fomos a correr até à barraca onde morava a rapariga.
As barracas da Quinta não tinham instalações sanitárias. Os residentes mais miúdos cagavam e mijavam por ali, onde calhava. Os mais velhos utilizavam penicos ou potes que depois vinham despejar nas pequenas hortas que alguns tinham junto à barraca – era o adubo – ou na “fossa”, espécie de “vala comum” onde a merda corria a céu aberto do lado da encosta da Quinta dos Apóstolos até quase aos “Caminhos-de-ferro”.
Cá fora, à porta da barraca, estava a mãe da parturiente que quando o Dr. “Berguilha” chegou gritou lá para dentro: “Oh Perpétua, já cagaste? O Senhor Doutor já chegou”.
Passados alguns minutos a rapariga, encabulada, gemebunda, abriu a porta e o Dr. “Berguilha” entrou calmamente na barraca. Para ele o cheiro a merda não era problema. O problema do Dr. Soromenho Aboim era o doente.
Estou ainda a vê-lo – já lá vão uns bons anos: -eu tinha 26 – debruçado com o ouvido encostado à barriga da minha mulher quando estava na fase final da gravidez da minha primeira filha. Não posso nem vou nunca esquecer o olhar brilhante, como que iluminado duma felicidade indescritível, do Dr. Berguilha quando me fez sinal para que também escutasse. E escutei, surpreso, maravilhado, o bater apressado, traquina, pujante de vida do coração de um filho… Que Deus lhe pague, Dr. Aboim. Enquanto eu viver não vou esquecer o brilho dos seus olhos pelos quais Deus me quis anunciar a boa nova e fez pulsar dentro de mim o coração de um filho.
Sete anos depois voltou a acontecer dentro de mim a boa nova do nascimento de outro filho, cujo coração eu também escutei de ouvido colado à barriga de minha mulher, à noite, deitado na cama ao lado dela. 
11 agosto 2009
  SOLTAS

MÉDICOS DE FAMÍLIA DEVIAM DESAPARECER



ATENDIMENTO:

LIGAÇÃO:
Aos
SERVIÇOS DE ATENDIMENTO: MÉDICOS:

Que acedem (circuito fechado) ao processo (história clínica, registos de exames, terapêutica, documentos) do utente e:
1- Esclarecem dúvidas
2- Contactam as brigadas, de rotina ou de emergência, para deslocação imediata ou marcação de data para deslocação ao domicílio do utente
3- Prescrevem: medicação e marcam análises, exames e outros meios de diagnóstico
4- Marcam Consultas

4.1- Nos SERVIÇOS DO CENTRO DE SAÚDE
ou
4.2- Nos HOSPITAIS
- Informando os doentes e as brigadas para proceder a colheitas de tecidos (sangue, por exemplo) ou para transporte dos doentes aos Serviços sendo caso disso.

Anotam nas fichas:

- As datas das consultas,
- Os medicamentos prescritos
- Bem como os exames complementares mandados efectuar nas datas e horas acordadas com os serviços de análises e demais exames complementares de diagnóstico e terapêutica.

- As brigadas – de rotina ou de emergência da área de residência – e informação ao doente da data ou da hora da visita pela brigada de rotina ou do tempo provável de demora da brigada de emergência médica.

Esclarecem DÚVIDAS DOS DOENTES: -sobre tomas de medicamentos, efeitos, sintomas, etc.

Os serviços de atendimento: -Contactam as brigadas para deslocação ao domicílio de assistência do utente
- Marcação de consultas, análises, exames e outros meios de diagnóstico nos serviços médico-cirúrgicos do centro ou dos hospitais.

- Os médicos anotam na ficha do utente a data da consulta e os medicamentos prescritos bem como os exames mandados efectuar (e comunicam à central para expediente – registos e contactos com os serviços de diagnóstico: análises e demais exames auxiliares mandados efectuar).

As receitas são (depois de verificadas as datas e resultados dos últimos exames efectuado e do conteúdo das últimas receitas) enviadas directamente, por email ou semelhante, à farmácia da área da residência do doente: junto dos hospitais (reabilitação dos serviços da Farmácia Central do Exército)

- CONSULTAS: - Não são marcadas consultas a pedido dos doentes.
1- As consultas são marcadas pelos serviços médicos da central de atendimento: e
2- Podem ser efectuadas:
No domicilio pelas brigadas móveis de emergência ou de rotina ou do tipo standard ou equipamento especial – (reanimação, desencarceramento…) – tipo A, B, C, D. (ambulância e viaturas de apoio).


(cliclar na imagem para aumentá-la)

Os partos
Exames médicos domiciliários
Partos em casa.
Preparação intensiva de parteiras, limitando-se os internamentos em Maternidades aos casos que o justifiquem; mas em tais casos com antecedência de segurança ajustadas ao grau de dificuldade ou de risco do parto. De modo que as Urgências em Estabelecimentos Hospitalares (desaparecem as Maternidades, que passam a ter outras valências cirúrgicas) sejam em número residual.

EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE MÉDICA
O número de vagas dos Cursos para licenciatura nas Faculdades de Medicina será fixado anualmente pelo Ministério da Saúde.
Serão tomadas em linha de conta as necessidades previsíveis para efeitos de cobertura em cuidados médicos das populações das zonas (de assistência em Saúde) que vierem a ser fixadas de acordo com os critérios que vierem a ser previamente definidos por comissões ad hoc constituídas por técnicos e peritos portugueses e espanhóis independentes e mérito oficialmente comprovado. E tendo em conta (com consulta efectiva das Juntas de Freguesia, e Agremiações Regionais (Casas do Povo, Casas dos Concelhos, Ligas de Melhoramentos, Ranchos, Filarmónicas…), para além de outros que venham a ser entendidos necessários ou convenientes, os seguintes aspectos:
1º. A caracterização regional típica das populações: Tripeiros, Minhotos, Beirões (da Beira Interior e da Beira Litoral), Ribatejanos, Alentejanos (Alto e Baixo Alentejo), Lisboetas, Alcochetanos, Setubalenses, Algarvios) bem como das populações das zonas fronteiriças da Espanha (de norte a Sul: -da Galiza a Ayamonte…).
Os Municípios limitam-se exclusiva e rigorosamente, e em articulação funcional directa com o Ministério da Saúde, a fornecer apoio Técnico, Administrativo e Financeiro.
2º. A geografia física (natureza do terreno: planície, montanha…) rural, urbano, vias de comunicação: -auto-estradas, estradas municipais, caminhos, transportes (de pessoas, de mercadorias…), ligações ferroviárias...
3º. Identificação pormenorizada das Estruturas existente de cuidados de saúde: médicos, de enfermagem, meios de diagnóstico: -Rotinas, Urgências, Emergências, Cuidados Intensivos…


Proibição do exercício simultâneo da actividade médica na área pública e privada: opção por actividade livre em Consultório ou Serviço oficial de saúde.

O “Serviço”
ou
As consultas em consultório, casa de saúde ou hospital particular são pagas ao Estado, bem como
os medicamentos receitados.
Os comprovativos do pagamento dos serviços médicos pelos Serviços das Finanças é que serão devolvidos aos consultório ou serviço hospitalar particular, para serem entregues ao doente e à farmácia do serviço particular.

As “embalagens de experiência”: uma ou duas dezenas de comprimidos.

Os serviços de apoio permanente junto das populações mantêm-se até à entrada em funcionamento dos mais bem apetrechados (mais equipados).


As farmácias terão que ser dotadas urgentemente de serviços de assistência aos cidadãos necessitados de socorros. Seriam pequenos postos de cirurgia.
Os doentes seriam transferidos daí para os hospitais só em casos de reconhecida incapacidade dos serviços de urgências das farmácias. Tal como acontecia antigamente, em que junto de cada farmácia existia o que se pode chamar hoje o médico de família, que preparava juntamente com o farmacêutico os medicamentos para cada doente, individualmente. E era na farmácia que recebia e consultava os doentes e prestava socorros. O médico deslocava-se também ao domicílio dos doentes em caso de necessidade e, designadamente, prestava assistência às parturientes. Actuava por intermédio do que se chamavam então “curiosas”, mulheres do povo, sem preparação especial, à sua responsabilidade. E que, no caso de surgirem dificuldades na área do aborto espontâneo, o chamavam e ele resolvia esses problemas. Quando ocorria a morte da mãe, era a Miquelina (a “curiosa” da Quinta) que ficava por “madrinha” e adoptava as crianças. Eu conheci bem um deles, o Pirata Bailarino, de quem vos falarei brevemente. Foram os tempos de ouro da assistência e do respeito pelos direitos dos doentes.

NA NOSSA CONCEPÇÃO, desaparecem todos os Centros de Saúde e todos os médicos de família, que vão reforçar os quadros médicos dos hospitais.
A ligação dos utentes do Serviço Nacional de Saúde com o Centro de Atendimento é feita através de telemóvel em ligação directa e exclusiva. Este serviço liga directamente ao Serviço de Identificação de Utentes que presta ao doente as informações de que necessita, directamente ou através das Brigadas Móveis no domicílio.
 
   
SOLTAS

DESEMPREGO



NÃO CONCORDO.



CONCORDO. 
10 agosto 2009
   
SOLTAS

OS DIREITOS HUMANOS

 
07 agosto 2009
   
SOLTAS

É FATAL COMO O DESTINO

 
06 agosto 2009
   
SOLTAS

A POLÍCIA E OS SEUS DIREITOS



E OS DIREITOS DOS CIDADÃOS

A solução que preconizo para a Câmara Municipal de Lisboa: individualizar nela serviços de apoio técnico especializado e com capacidade de apoio efectivo às comissões de moradores dos bairros “populares” de Lisboa: Mouraria, Madragoa, Beato, Alcântara, Xabregas, Graça, São Vicente, Bairro Alto… e às juntas de freguesia com vista aos cuidados de saúde de proximidade e à assistência de vigilância policial – equipas de vigilantes, do género dos antigos guardas nocturnos que fariam as rondas a pé percorrendo os bairros e anotando anomalias e com ligação directa a carros de polícia com homens de intervenção rápida e se necessário violenta com vista a repor a ordem que fosse infringida ou houvesse perigo eminente de assalto ou de outro tipo de crime.

A nossa concepção está relacionada com uma nova estrutura de base da organização das forças policiais que quanto a nós deviam ser a entidade exclusivamente responsável nas cidades, Sedes de Distrito e de Concelho em que o Comando da P.S.P. seria entregue a oficiais da corporação. À G.N.R., à qual, também com Comando Próprio, seria atribuída a zona rural. Às FORÇAS ARMADAS e aos seus oficiais competiria a Defesa Nacional dentro do território e no estrangeiro. 
05 agosto 2009
   
SANDRA

Desculpa lá, mas a saúde não me permite continuar a dizer-te o que sinto, da relação fraterna que existe entre portugueses e brasileiros, entre Portugal e o Brasil.
Sem esquecer uma referência aos olhos espantados, azuis, maravilhosos do teu miúdo. Adeus. E obrigada. 
   
MADALENA

Não te esqueci. 
   
ESCOLA DE VILA DO CONDE

O Buba vem cumprir o prometido. Vem dizer o que tem feito e o que não pôde fazer porque o tempo não perdoa. O tempo passa. O tempo – dizia o poeta – é sombra que passa, o tempo é nuvem que voa, o tempo é aí que mal soa.
Queridos amigos de Vila do Conde o Buba não vos esqueceu. O Buba tem-vos no coração. 
31 julho 2009
   
SOLTAS

FOOTBALL



NOTA: O texto que se segue foi ditado directamente, sem ser revisto.

A existência de juízes em campo a julgar os jogadores durante os Desafios, Encontros? Nem pensar. Árbitros, tradução portuguesa do original inglês que julgo, os Grandes do Football português, (Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras) talvez, nem sequer alguma vez tenham ouvido falar. O meu ponto de vista é que uma Arbitragem não é um Julgamento.
A solução que proporia nem partia da posição (irresponsáveis) dos Juízes dos Tribunais Judiciais. Nem dos Sindicatos (Intersindical - sempre igual a si mesma) que também defendem os direitos dos trabalhadores. Ou seja uma luta de classes: -dum lado pelo privilégio da irresponsabilidade exclusivo de uma só classe; e do outro a defesa de igual direito de todos os trabalhadores sindicalizadas na Inter.

Quanto a nós as decisões dos árbitros são inteiramente válidas. Simplesmente, depois, os desafios seriam acompanhados, filmados por seis ou sete câmaras devidamente localizadas estrategicamente para obterem todos os pormenores – o maior pormenorizadamente possível – todas as fases dos jogos para depois serem apreciadas em câmara lenta depois da realização dos desafios.
E porquê? Porque se eliminarmos os árbitros e for de facto só acompanhar… o árbitro… forem câmaras, perde toda a emoção, todo o interesse. E as pessoas não têm possibilidade de se exprimir, de protestar, de vibrar… É preciso manter o elemento humano que é o público e o homem que está em campo. E é isso, essa apreciação que cada um faz, os comentários… Simplesmente, como na verdade toda a gente passa a saber que não são definitivas as decisões, atenua-se talvez… seria a minha esperança de que já a violência seria reduzida porque seria sem sentido. Porque na verdade uma expressão, uma atitude violenta, perante o árbitro que é falível – que pode falir, falhar no juízo – não tem interesse uma vez que a câmara depois vai mostrar aquilo… que não é preciso estar-lhe a dizer a ele. Ele próprio depois vai verificar que errou.
E suponho que acabaria, portanto, a possibilidade de suborno dos árbitros. O apito não sei de que cor e tal… dourado ou não. Não dava porque havia a máquina “registadora” para dizer qual tinha sido a verdade do lance e, portanto, como é que ele devia ser definitivamente julgado por júri que então, na televisão e à frente de toda a gente (nas tais mesas redondas), apreciavam e decidiam em relação aos lances duvidosos ou desconformes entre o que a câmara mostrava e a decisão tomada pelo árbitro.
E havia um sistema de penalização do árbitro. Em primeiro lugar, quanto mais erros menos pontos somava. E ao fim de certo tempo, sé a média fosse realmente elevada (de erros), descia de divisão ou era mesmo expulso.
Portanto, evitava-se o suborno do árbitro e de poder expulsar sem mais e, portanto, a maior parte dos casos ser difícil, depois, de saber se teve ou não teve razão. Assim, qualquer decisão do árbitro é respeitada. E normalmente. E depois o árbitro, ele próprio, é julgado nos seus juízos. Quer dizer, há um tribunal de recurso que já não é propriamente do parece, mas o que foi efectivamente e perante a prova. A prova produzida pela máquina. Com rigor. Mostra como viu e como efectivamente o lance se passou.
Dizer, portanto, que seria a violência e o suborno dos árbitros… seriam atenuados por este processo. E desta maneira, sem tirar a mesma emoção, digamos… e a mesma possibilidade de expressão, de esvaziamento da tensão que o embate das duas equipas causa sempre numa assistência e, sobretudo, quando ela é constituída por claques com tendências agressivas. Essa agressividade que pode tornar-se perigosa, seria efectivamente como que anestesiada ou desvitalizada, mantendo-se… mas que era como que uma vacina contra a violência. Embora ela lá continuasse latente, mas seria uma violência residual e construtiva até, porque manteria o espírito de equipa, o desejo de melhorar, o desejo de ser o primeiro, o desejo de competir, eliminando o desejo de destruir o inimigo, de o agredir, dando, portanto, o adversário não como inimigo, mas como competidor e um amigo. Porque não? Porque todos afinal gostam da mesma coisa, do futebol.
Julgo que o Ministério da Cultura, uma das coisas que teria que eliminar, é… ou de estudar a forma de tratar, é a da remuneração dos cachets dos jogadores. É uma coisa profundamente imoral. E instruir os nossos deputados na União Europeia no sentido de lutarem contra esta enormidade. Ou então fazer aprovar uma norma da própria União Europeia, de que uma percentagem significativa desses cachets seria canalizada para suprir necessidades dos seres humanos, sobretudo das crianças e das mulheres dos países mais atrasados.
Esta iniciativa podia ser tomada por um departamento do Ministério da Cultura porque a Direcção-geral dos Desportos devia efectivamente tomar a seu cargo este tipo de problemas na área internacional. Penso que é evidente, nela seria tentado que participassem os povos dos PALOP.
A ideia de obrigatoriedade dos descontos para um fundo para serem utilizados pela União Europeia podia ser efectuada… substituída pela ideia de uma fundação, semelhantemente ao que fez o Figo. E para essa fundação é que entrariam parte dos capitais, convertidos em acções ou de qualquer maneira que fosse estudada para uma fundação que tivesse esses objectivos. E convidar-se-ia toda a gente – que quisesse pertencer – a ser accionista dessa fundação ou um organismo de segurança social. Qualquer coisa semelhante nesse género.
Seria gerido exactamente pelos elementos das direcções da claques de maneira a transferir para esse tipo de actividade as suas energias e as suas capacidades e até a sua dedicação clubista, de maneira a criar torneios de competência em ordem a disputar campeonatos de qual seria, por exemplo, a claque que conseguiria em maior volume de donativos a favor não só dos carenciados de toda a parte do mundo, mas próprios jogadores que depois de certa idade, muitos deles, caiem em desgraça. Eu lembra-me dum deles, dum craque do Benfica, que era assistido, depois, na Mitra pela Dª. Joana. Era um jogador do Benfica, célebre, laureado, um craque e que depois se transformou num drogado, num desgraçado.

CLAQUES

Os elementos que constituem as claques assumem-se, por vezes, em corpos opostos entre si e uns aos outros, agredindo-se e agredindo árbitros e jogadores.
Há necessidade de providenciar: - comprovadamente anti-sociais serão objecto de aplicação de um colar metálico à volta do pescoço com a gravação de “deficiente mental – perigoso”. A gravação deveria ser visível e feita a vermelho. E o portador deveria apresentar-se mensalmente na esquadra de polícia da área de residência ou seria detido.
Os dirigentes dos clubes de futebol a que pertencerem os elementos das claques que tenham participado em desordens, seriam pessoalmente responsáveis pelos danos e expulsos dos cargos dirigentes. 
   
SOLTAS

DESEMPRREGO



CONCORDO 
30 julho 2009
   
SOLTAS

O DEBATE
SANTANA / COSTA
VIRA O DISCO E TOCA O MESMO




Como já disse no post que publiquei no passado dia 21, a coisa já só vai lá se o Costa puser à frente de cada Bairro um serviço de assistência controlado pela Câmara. 
29 julho 2009
   
SOLTAS

SERES HUMANOS

Diz-me a Ana Maria que um escritor Strinberg que eu não conheço, escreveu uma peça chamada “O Sonho” em que uma das filhas de Deus é mandada para a Terra para viver com os seres humanos e a peça decorre no período em que ela vive com os homens e há uma frase que ela profere várias vezes que é “Os seres humanos metem dó. Pobres seres humanos.”. Esta é uma verdade absoluta. “Pobres seres humanos”, diz a filha de Deus quando veio á Terra e viveu entre os homens. Pobres seres humanos, digo eu. Pobres seres humanos. Eu digo mais: -Digo que os seres humanos são demasiado humanos, demasiadamente humanos.
A humanidade segue hoje novos caminhos. Segue caminhos que só são possíveis porque somos seres humanos.
E diz-me também a Ana Maria que como professora tem verificado que em muitos casos em que a massa genética não tinha qualidade, estava em bruto, se foi desenvolvendo e o indivíduo se tornou um aluno fora de série, excepcional. Era um gebo sem categoria. Não prometia nada. O que demonstrou que a minha teoria inicial, da genialidade, estava errada e que a minha apreciação genética devia ser racional. 
28 julho 2009
   
SOLTAS

A LIBERDADE E OS DIREITOS DAS PESSOAS

No dia 21 do passado mês de Junho, salvo erro, vimos na TV um documentário inédito. Surpreendente na medida em que foi um filme sobre a gestação de 4 nascituros, gémeos, na barriga da mãe durante, salvo erro, 35 semanas. Uma coisa surpreendente na medida em que revela que a personalidade de cada pessoa se forma na barriga da mãe, independentemente de existirem ou não outras gestações. Cada gestação é independente. Vimos um documentário em que são 4 gémeos que se vão formando simultaneamente e vai, cada um deles, adquirindo personalidade própria, características próprias e até mesmo personalidade genética própria. Vimos como se formam as capacidades intelectuais – formam-se individualmente, não tem nada a ver uns com os outros. São individuais. Fica provado que são diferentes umas das outras. Vê-se como se forma, por exemplo, a impressão digital de cada pessoa, que é completamente diferente uns dos outros. Vê-se que a personalidade vai crescendo e vai-se formando mergulhando no líquido amniótico que não tem nada a ver uns com os outros. Vê-se como é que o dedo, por exemplo, se vai formando. Vai-se formando a falange, a falanginha, a falangeta, as unhas. Os olhos vão abrindo. Cada pessoa vai tendo a sua personalidade e a sua capacidade genética e não tem nada a ver uns com os outros. São 4 pessoas que estão a ser geradas – um revela instintos mais acomodatícios e defende-se, foge com a cara; outro é mais agressivo, bate no mais fraco. E estas características mantêm-se depois pela vida fora. Em adultos, depois de nascidos, as características que revelam quando estão na barriga da mãe ainda em fase de formação, mantêm-se mesmo depois de nascidos. E há uns que são inteligências brilhantes e há outros que são mais atrasados e são, não obstante, da mesma geração e do mesmo parto, da mesma barriga. Às 35 semanas, os médicos fazem uma cesariana e extraem cá para fora e eles não têm possibilidade… não há mais contacto entre eles. Abrem, tiram-nos separadamente e vai ficando cada um com a sua personalidade, independentes. Há um, por exemplo, entre os 4, um indivíduo excepcional com capacidades de natureza genética que não tem nada a ver com os restantes. É genial. Mas essa é uma capacidade que não se transmite, não é comum, é singular. E vão nascendo um a um, á medida que é cortado o cordão umbilical. São extraídos por cesariana e cada um tem a sua personalidade. É esta lição espantosa que aprendi e já tinha, ou antes foi por mim apreendida.

APOSTILHA: Num post que eu não cheguei a publicar sobre a reprodução do ser humano defendi que cada um de nós é único, uma criação de Deus. Preconizando até que deveriam juntar-se e confrontar-se entre si, os representantes da ORDEM DOS MÉDICOS, da ORDEM DOS ENFERMEIROS e da ORDEM DOS DOENTES, subordinando os Quadros Técnicos à defesa dos Direitos e da Liberdade das Pessoas. 
27 julho 2009
   
SOLTAS

O MINISTRO DA CULTURA

O Ministro da Cultura fez uma exposição milimétrica, ultra milimétrica na última sexta-feira, dia 24 do corrente mês de Julho, pelas 23h35 na RTP2.
O Sr. Primeiro-ministro seguiu uma orientação grosseira, eleitoralista, errada: -uma orientação idêntica à dos Partidos – de todos – incluindo os herdeiros do Partido Comunista: -criticados e com razão pelo Saramago.
Em nossa opinião, o Ministro da Cultura fez uma lição ultra brilhante, não deixou um milésimo de milímetro de abertura para crítica. A exposição do Ministro foi inexpugnável, perfeita.
As jornalistas que o entrevistaram não conseguiram rigorosamente nada, porque estiveram sempre na outra banda, na banda da Opinião Pública; não na banda do rigor: -estiveram, em suma, na banda do sensacionalismo e esbarraram sempre com a técnica perfeita de defesa do Ministro da Cultura. Ficaram sempre na banda do diz-se, do parece, das manifestações sem fundamento, sem base. O momento prefeito da defesa do Ministro foi a girândola final do Museu dos Coches, em que o Ministro demonstrou que esta tudo assegurado oficialmente. E que nada tem a ver com a Opinião Pública, nem com o apoio de outros mentores de manifestações: -a rede de compromissos, seis ou sete que citou, sem consulta de documentos; foi impressionante, e demonstrou que está e foi tudo assegurado previamente, e publicado por Decretos, que não podem ser alterados. Esse foi um esclarecimento importante.
Esse Museu vai ser uma realização brilhante e a projecção de Portugal no mundo. E ficámos, sobretudo, a saber que isso não pode ser alterado com manifestações de rua, ou de casa… Não pode ser alterado de nenhuma maneira, pura e simplesmente. Há uma teia de compromissos, para além do Estado, que asseguram essas realizações.
O Sr. Primeiro-Ministro procedeu com base e objectivos na Opinião Pública. Fez mal, fez asneira, arrisca-se a atirar tudo a perder por o seu lado o que é mau; porque o que já foi e vai ser realizado no país e na África, sobretudo em Angola, de parceria com o mundo ocidental, o Brasil e a Espanha, pelo Ministro da Cultura é fundamental. 
21 julho 2009
   
SOLTAS

SER OU NÃO SER COMUNISTA


1 – O PARLAMENTO: Rejeitado por não ser democrata.

2 – A DRA. MANUELA: Rejeitada por não ser livre.

3 – O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: -Pretendia aliar-se à Dra. Manuela e dissolver (e já não pode) o Parlamento.

4 – OS RADICAIS

4.1. – O SARAMAGO: -Pretende proibir as manifestações de rua e impor o comunismo.

4.2. – O ALBERTO JOÃO: -Pretende proibir o comunismo.

4.3. - O JERÓNIMO: -O protestário. Pretende impor as manifestações de rua e impor, assim, o comunismo.

5 - EM RESUMO, estamos num beco sem saída:

O António Costa pretende ser chefe do Governo. E vai consegui-lo se desmantelar a CML, tal como o Martins de Carvalho desmantelou os hospitais. E conseguir por à frente de cada bairro um administrador, criando serviços de proximidade com brigadas móveis com o apoio técnico dos serviços da CML. 
20 julho 2009
   
SOLTAS

GRIPE DO TIPO A

PÚBLICO – Domingo 19 de Julho 2009



DISCORDAMOS desta estratégia do governo.
O Sr. enfermeiro Hélder informou me que no México já utilizaram a estratégia por mim preconizada: Distribuir máscaras a toda a gente e proibir as pessoas – que apresentassem sintomas – de sair de casa. É esta a estratégia que eu considero correcta.

METRO – Segunda-feira 20 de Julho 2009



 
17 julho 2009
   
SOLTAS

GRIPE DO TIPO A



A NOSSA IDEIA é a de que a todas as pessoas a circular na cidade de Lisboa – que é hoje um parque de estacionamento de automóveis – seriam fornecidas máscaras – de uso obrigatório. O mesmo aconteceria com todas as pessoas que desembarcassem nos aeroportos portugueses ou chegassem ao país através de qualquer outro meio de transporte.
Seria esta a forma mais lógica de evitar o contágio. Ao contrário da estratégia que tem sido seguida até agora: -Esperar que as pessoas apresentem sintomas e enviá-las para os hospitais afim de ser confirmada a existência de infecção com o vírus da Gripe A, com todos os custos inerentes.

 
23 junho 2009
   

SOLTAS

AS CIDADES DO FUTURO. AS CIDADES DAS CRIANÇAS.

É preciso travar. É preciso moderar. É preciso humanizar o ritmo da vida das pessoas, sobretudo das crianças. O telemóvel passou a ser o melhor amigo e o pior inimigo de toda a gente. Preconizamos a criação de Cidades do Futuro em que os semáforos nos dois sentidos abram e fechem, em regra, com intervalos de 5 segundos para o trânsito normal e as faixas de rodagem dos transportes colectivos com intervalos de 8 segundos. Seria a maneira de acabar com o barulho infernal do rodar dos pneus das viaturas no asfalto.

Outro problema fundamental das Cidades do Futuro é a excessiva carga de “trabalho” com os deveres escolares que hoje se exige às crianças. 
22 junho 2009
   
SOLTAS

O PUTEDO E O ALTERNE
O ANTIGO E O MODERNO
O ALBERGUE DA POLÍCIA






A VOZ DO PASSADO.



Quando eu estive como director do Centro de Apoio Social de Lisboa, as então chamadas putas iam parir os filhos ao hospício da Polícia. Ao contrário, hoje a Polícia persegue, multa e prende as raparigas de alterne: -Passaram a ser fonte de receita e de chulice.
Há que rever o assunto. 
18 junho 2009
   
SOLTAS

“SOLUÇÕES” PROBLEMÁTICAS



Na verdade, problemáticos, não são os bairros degradados. Problemáticas são as actuais soluções policiais. Só quem não conhece a acção de organizações do tipo da Comunidade Vida e Paz – e são muitas –, que se deslocam aos bairros degradados e fora deles, a prestar assistência e a distribuir alimentos e medicamentos. Bairros tranquilos de toxicodependentes que têm no bolso a sua dose de droga e são, por vezes, perturbados por grupos violentos de polícias que lhes tiram do bolso a droga e transformam os bairros num pandemónio. Está errado.
O problema, quanto a nós, só se resolve quando voltar a ser reconstituído um estabelecimento da polícia como o que eu dirigi durante vários anos: -O Centro de Apoio Social de Lisboa (antigo Albergue Distrital da Mitra, pertencente à PSP) onde se albergavam cerca de 1.300 sem-abrigo e outros tantos em Alcabideche, no Pisão, onde existia um hospício de loucos. E em Lisboa duas camaratas com duzentas camas, uma de velhos, outra de velhas, permanentemente acamados.
Tudo o que se passa em Lisboa e eventualmente no resto do país, decorre de não se entregar à polícia o controle e solução deste problema. A PSP é, quanto a nós, a única entidade idónea e com capacidade para o resolver. Os departamentos da Segurança Social não têm a mínima eficácia e o resultado está à vista: -São centenas de toxicodependentes espalhados pelas ruas, desde o Intendente ao Rossio, desde as ruas mais esconsas às mais concorridas. São montes de pessoas, de coisas, sem-abrigo, sem assistência, sem nada que lhes assista, que as socorra, a não ser as referidas organizações do tipo da Comunidade Vida e Paz.
Os actuais processos policiais, entre nós adoptados, mereciam ser repensados no sentido que preconizo: -O de pedir à polícia a sua participação na solução do problema.
Aliás, a Polícia de Segurança Pública de Lisboa, Porto e Coimbra devia ter um comando único só da polícia, que poderia requisitar, em caso de necessidade elementos, das Forças Armadas para a coadjuvar em caso de emergência, mas mantendo só ela o comando geral da polícia. 
   
SOLTAS

EJACULAÇÃO



NÃO É PREMATURA. TODOS OS HOMENS REAGEM DA MESMA MANEIRA. OS ESPERMATOZÓIDES ENTRAM TODOS NA CORRIDA. E CADA ESPERMATOZÓIDE VENCEDOR É O PRINCÍPIO DE UMA VIDA. 
   
SOLTAS

A LÍNGUA







A ideia é fundamental: -O património da Língua. Que tem sido descurado. Não pelo Ministro da Cultura. Mas pela teimosia cega do Senhor Primeiro-ministro. Que, não sendo estúpido, pela sua pertinaz teimosia, comprometeu a vitória do PS. Afugentou toda a gente. E está num beco sem saída: -Ou se desdiz e arma em manso, ou continua na mesma. E faz uma figura triste.



Não acredito. Está-lhe na massa do sangue ser espertinho e dar com os burrinhos n’água. Com ele é fatal.
E a coisa, no fim, tudo pesado e medido, está nas mãos da Dra. Manuela quando disser se vai querer ou não a aliar-se com o CDS. Se quiser, temos o país ingovernável: -E o Presidente da República terá que dissolver a Assembleia e demitir o Governo… O que é no fundo o que ele deseja: -Ter a Dra. Manuela como Primeiro-ministro. Com um contra: -É que antes de dissolver, tem que dar à Assembleia a possibilidade de constituir novo Governo. E aí, voltamos a não saber a lei que nos vai reger e teremos eleições.
O futuro não é brilhante, nem risonho. Não depende de ninguém. Depende da nossa pouca sorte de sermos portugueses e de falarmos demais. É a Língua. E já lá diz o ditado: -Pela Língua morre o peixe.

Apostilha: -O meu neto Ivan chamou-me a atenção para o facto de já estar ultrapassado o prazo em que o Presidente da República podia demitir o Governo e dissolver a Assembleia da República.
Assim sendo, têm a palavra os constitucionalistas. 
09 junho 2009
   
SOLTAS

FINITOS EST
SED CONSUMATOS NON EST


O PSD “ganhou”. Provisoriamente. O eleitorado PS foi de férias: -Rari nantes in gurgite vasto. Não votou.
Mas nas Legislativas, os eleitores PS vão cerrar fileiras e vão votar em massa.
E a diferença que prevejo, entre o PS e o PSD, é superior a dois deputados, com a vitória do PS. É isto fundamentalmente o que penso que vai passar-se.
O Rui Tavares fez a diferença. Deixo um abraço. 
04 junho 2009
   
SOLTAS

O PROBLEMA BASE



O novo desemprego aconteceu por efeito da evolução do próprio processo em que o Governo se envolveu.
A solução é o NÚMERO NACIONAL DE CIDADÃO, que definirei melhor ulteriormente.
Quando lancei a ideia ao Dr. Henrique Martins de Carvalho, então primeiro Ministro da Saúde, em 1962, ele disse-me: -Tenha calma. Pense noutra coisa. Volte a falar comigo daqui a cinquenta anos. Eu tinha-lhe feito a sugestão de pedir ao Governo a criação do Número Nacional de Dador de Sangue, com vista ao socorro em sangue na estrada em caso de acidente e depois do caso Agostinho.
Pôs-me no Santa Maria, na administração. Depois o Salazar correu com ele. E eu vim-me embora também. Passaram 47 anos. Aparece agora o primeiro sinal de luz ao fundo túnel.



Aguardemos, esperançados, a ver o que isto dá.
Quanto a nós, sem o NÚMERO NACIONAL, nada feito. Diremos a seguir porquê: -Fundamentalmente, haverá que individualizar, ainda na barriga da mãe, todos os nascituros das novas gerações. 
   
SOLTAS

POLÍCIAS GAY

EM PORTUGAL, ERRADO

Polícias fardados e outros desfardados: -Secos e molhados. Tudo misturado com sindicalistas, vadios e trabalhadores. Eterna misturada do Portugal de sempre.





EM INGLATERRA, CERTO

Vi há dias uma fotografia de polícias gay fardados. O sexo é coisa íntima e direito pessoal de cada um. E ser gay nada tem a ver com ser polícia, ser juiz, ser padre ou ser deputado. É igual. É assim na Espanha e na velha Albion.

E vi também uma fotografia, que não sei onde pára, de padres paramentados a rigor. Jovens com ar saudável. "Apetecíveis".
A finalidade era, segundo creio, permitir às confessadas escolher o seu próprio confessor.
Achei que as fotografias tinham o seu quê de “picante”. Porque sugeriam a mistura do divino e do pecado.

 
01 junho 2009
   
SOLTAS

O FUTURO DA CRIANÇA





BOA IDEIA.
A criança é o futuro.
Crianças informáticas Vs crianças de família tradicional.
A nova humanidade juvenil resultado da mistura das várias modalidades.
Na minha família, a Rita, com 9 anos, é a chefe da família mais miúda. Exerce as funções que no meu tempo correspondiam a um chefe de turma. Só que mais ocupado: -Estuda Inglês, estuda música, faz parte de um grupo coral, consulta a Net… Sabe tudo. Ultrapassa os pais. É independente. Impõe-se, pelas atitudes que toma: -Alheia, indiferente, determinada. É um chefe. É uma semente da humanidade do futuro. 
salvadorprata@netcabo.pt

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